Grécia e Roma

ATENÇÃO: As referências estão por ordem de uso.



4 comentários:

  1. oi! só passando pra dizer que estou morrendo de saudades e que suas aulas fazem muita falta e que você faz a diferença.
    beijos cheios de carinho

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  2. Roma, a outra porta do Teatro.
    Como na grande maioria ou em todos os modelos políticos ocidentais, Roma tem como base, em seu poder político, a elite abastada formada por algumas poucas famílias proprietárias de terras e muitos escravos. Foram essas famílias as primeiras a povoarem aquele país. Mantinham-se no poder por essas características e por tradição. Contudo, crescia um descontentamento entre a massa, que abarcava o restante da população, a essa ideia estrutural.
    Os romanos que, aqui, falamos, levavam extremamente a sério suas crenças religiosas com seus deuses, mesmo os mais bravos e corajosos generais faziam pratica de sacrifícios de animais para saberem, através das vísceras e sangue desses, se a vitória lhes seria favorável ou não e, em caso de vitória favorável, prometiam mais sacrifícios de animais aos deuses; muitos animais. No Exército desses generais eram apenas permitidos soldados providos de algum bem. Era o princípio da ordem vigente. Porém, Caio Mário, reeleito em 104 a.C, levado pela necessidade e desejo de se manter e aumentar o seu contingente beligerante; pela presunção romana de expansão, integrou proletários, mesmo desprovidos de bens, ao corpo do Exército daquela Roma. Seu argumento era que para ser cidadão romano não necessariamente teria de ter um bem qualquer. Por que não, então, a mesma regra não caberia ao Exército? Essa nova composição trouxe muitos problemas, pois esses também seriam remunerados, como os que já compunham o diligente Exército e, da mesma forma, o direito à ascensão de cargos mais elevados. Formou-se, portanto, um Exército profissional. Pode-se imaginar essa possibilidade de ascensão de outrem não pertencente a uma formação hierarquizada, tradicional, elitizada e conservadora? Difícil! Começam as disputas políticas dos generais. Mas Caio Mário sabia tanto lidar com a elite, como com a plebe e a Guerra, só não sabia lidar com a Política. Todavia, pelo fato de saber lidar com o povo romano e ser um grande general de expressivas vitórias, a população mantinha-o no poder. Crescia o Partido Popular. Vêm as ditaduras de Mário e Sila. Sila, um nobre decaído, foi o expediente utilizado pelos senadores, para conter as revoltas populares que sucederam e o seu retorno ao domínio. O senado afasta o povo do poder.
    Em um acordo com Crasso e Pompeu, Júlio César torna-se cônsul, absorvendo o governo de Roma. É criado um triunvirato.
    A história de Roma, dos séculos II e I a.C., é rica em guerras sangrentas, corrupção política, assassinatos de políticos poderosos, revoltas populares, amores, ódio. Uma figura tem destaque nessa história de lutas e revoltas, Espártacos, que comanda uma rebelião de escravos. A Roma dos dois primeiros séculos anteriores à Era Cristã é uma Roma de enredo épico e dramático.
    Às vezes eu me sinto como um droner ou um ser alado – eterno – olhando e vendo, de cima, a mim mesma e a história acontecer, parece que não estou fora e ao mesmo tempo estou. Talvez esse pensamento seja fruto de uma alienação, talvez seja fruto natural da vontade de ser eterna, da consciência de Vida e Morte, do fim. Não sei o porquê da História (ou da história). Não sei se outros seres vivos, que habitam este Planeta, a tem. Só sei que ela me é importante, para eu me sentir viva.

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