sábado, 4 de julho de 2020
Revolução Francesa (parte 02)
A Tomada da Bastilha e a explicação sobre os termos Direita e Esquerda foram tema dessa aula virtual.
quinta-feira, 2 de julho de 2020
terça-feira, 30 de junho de 2020
Revolução Francesa (parte 01)
terça-feira, 23 de junho de 2020
A Grande Guerra (parte 02)
O assunto Grande Guerra continua em questão nessa vídeo, que foi resultado de aula ministrada para o 9º ano do Ensino Fundamental II do Colégio São Jorge dos Ilhéus (2020).
terça-feira, 16 de junho de 2020
Revolução Industrial (parte 02)
Aqui revisamos outros aspectos do assunto Revolução Industrial para os alunos do 8º ano do Colégio São Jorge dos Ilhéus (2020).
terça-feira, 9 de junho de 2020
A Grande Guerra (parte 01)
terça-feira, 2 de junho de 2020
Era Vargas (parte 01)
sexta-feira, 29 de maio de 2020
Era Vargas (parte 02)
O vídeo é resultado de aula on-line. Aqui continuamos com a revisão de aspectos do assunto Era Vargas ministrado para os alunos do 3º ano do Ensino Médio do Colégio São Jorge dos Ilhéus (2020).
quarta-feira, 27 de maio de 2020
Revolução Industrial (parte 01)
quinta-feira, 30 de abril de 2020
A FEB e a Segunda Guerra Mundial
Olá alunos do Colégio São Jorge dos Ilhéus/2020:
Logo a seguir está disponível o vídeo A FEB e a Segunda Guerra Mundial/Nerdologia (2018) que conta um pouco da participação do Brasil na Segunda Guerra.
Logo a seguir está disponível o vídeo A FEB e a Segunda Guerra Mundial/Nerdologia (2018) que conta um pouco da participação do Brasil na Segunda Guerra.
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terça-feira, 21 de abril de 2020
Segunda Guerra Mundial
quinta-feira, 16 de abril de 2020
Revolução Russa
Olá alunos do 9º ano A e B do Colégio São Jorge dos Ilhéus/2020:
Abaixo segue o vídeo intitulado Revolução Russa - Resumo desenhado (2018) com um breve resumo do que ocorreu durante a Revolução Russa.
Abaixo segue o vídeo intitulado Revolução Russa - Resumo desenhado (2018) com um breve resumo do que ocorreu durante a Revolução Russa.
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0,50 centavos de Grécia Antiga: Crono e o coronavírus
Por Jacquelyne Queiroz
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| Fonte: Acervo pessoal. |
Lembrei-me que em 2015 vi em um
shopping em Salvador uma loja de relógios chamada Cronus e fiquei muito
encantada. Hoje em meio a pandemia, penso diferente, acredito que não
conseguiria adentrar num local e presenciar sem agonia o tempo passar em tantos
relógios.
Essa
loja e a situação que vivemos hoje me fizeram lembrar das narrativas gregas
antigas que envolvem o titã Crono. Urano (Céu) todas as noites se unia a Gaia
(Terra), desses encontros nasceram muitos filhos que Urano detestava e por isso
a todos escondia no interior do solo. Gaia irritada com tal situação entregou
na mão de seu filho Crono uma foice. Este no nomomento certo “[...] do pai
pênis ceifou [...]” (Hesíodo, Teogonia, v. 180-181).
Na
cosmogonia grega a função do rei é criar e procriar. Ao ser castrado por Crono
(Tempo), restou ao soberano Urano (Céu) multilado e impotente cair na
ociosidade (BRANDÃO, 1991, p. 200). Enquando isso, Crono assume o poder, se une
a Réia e a todos os filhos ele passa a engolir, temendo que algum deles se
tornasse rei em seu lugar (Hesíodo, Teogonia,
v. 459-467).
Depois
de Réia muito bem tramar, Zeus consegue fazer Crono vomitar seus irmãos: Héstia,
Deméter, Hera, Hades e Posídon. E depois de guerrear por dez anos, prende seu
pai Crono no Tártaro, nas pronfudezas da terra, em um local cercado por muro de
bronze e vigiados pelos hecatônquiros gigantes Coto (“o que bate”), Briareu (“o
forte”) e Gias (“o lembrado”), cada um dos quais tinha cinquenta cabeças e cem
braços (KERÉNYI, 2015, p. 26).
Ao meu ver, Crono (Tempo) esteve preso pelos desígnios de
Zeus até alguns meses atrás. Acredito que Coto, Briareu e Gias foram
contaminados pelo coronavírus também. Imagino a dor terrível que sentiram em
suas cabeças e como foi incômodo ter cinquenta narizes corizando ao mesmo tempo.
Penso nos cem braços doloridos, nos corpos gigantes ardendo em febre e sem
encontrar um dipirona nas profundezas do Tártaro para tomar. Um não... já que
os três hecatônquiros juntos possuíam 150 bocas. Ficou fácil então para o titã
do Tempo escapar de sua prisão.
Crono agora está solto. E um deus
grego se manifesta pela sua presença (TORRANO, 2014, p. 49-50). Para muitos
contaminados infelizmente Crono se fez ausência, pois faleceram tão rápido que
não tiveram tempo para se curarem nem se despedirem de suas famílias. Os
profissionais de saúde estão inclusive correndo atrás de Crono para ajudarem os
pacientes doentes.
Já aqui em casa parece que Crono
está fazendo morada. Percebi que eu me comportava como Urano e seu pênis antes
da pandemia, queria produzir, escrever e publicar sem parar para alimentar o Lattes, pois tinha o receio do currículo
me morder mais tarde com fome.
Bem similar ao mito, veio Crono e me
castrou. Passei a me comportar como Urano mutilado, sem fecundidade. Percebo
que também perdi a fertilidade acadêmica. Não consigo produzir como esperava,
pois me sinto assombrada pelo espectro da morte e o temor de minha cidade se
tornar o reino de Hades. E Assim como o deus do Céu me recolho na ociosidade. Em
outros momentos me sinto como Zeus, lutando contra Crono e prendendo-o sob vigilância
ferrenha. Seguindo os seus passos, tomo os domínios de Crono e passo a comandar
o mundo... pelo menos tenho essa ilusão.
Ora me comportando como Urano
castrado, ora como Zeus, vou seguindo na quarentena tentado lidar com o Tempo
que continua livre de seu cativeiro. Não
tenho ideia de como vou me relacionar com Crono após a pandemia. Mas uma coisa
é certa: eu não passo perto daquela loja de relógios Cronus tão cedo.
REFERÊNCIAS:
BRANDÃO,
Junito de Souza. Mitologia Grega. v.
I. Petrópolis: Vozes, 1991.
HESÍODO.
Teogonia. Versão bilíngue
grego/português. Tradução de Jaa Torrano. São Paulo: Iluminuras, 2014
HERÉNYI,
Karl. A mitologia dos gregos: A
história dos deuses e dos homens. v. I. Petrópolis: Vozes, 2015.
TORRANO,
Jaa. O Mundo como função de Musas. In:
HESÍODO. Teogonia. Versão bilíngue
grego/português. Tradução de Jaa Torrano. São Paulo: Iluminuras, 2014. p.
13-100.
sexta-feira, 10 de abril de 2020
Ser negro no Brasil
O documentário abaixo denominado Ser negro no Brasil: a escravidão como elemento civilizatório (2018) aborda sobre a formação do processo identitário do negro no Brasil.
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segunda-feira, 6 de abril de 2020
0,50 centavos de Grécia Antiga: Vênus e os pelos odiados
Por Jacquelyne Queiroz
Ao visitar uma amiga encontrei no
banheiro de sua casa 0,50 centavos da
Grécia Antiga ao me deparar com as lâminas de depilação feminina Venus. Porque apesar da deusa aqui em
questão ser de origem romana, percebi também muito da Grécia antiga.
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| Fonte: Acervo pessoal. |
Ao contrário do que muitos pensam, Vênus e Afrodite não são a mesma divindade. Vênus era uma deusa bastante cultuada na Roma antiga por estar associada à tudo que traz felicidade, prosperidade, abundância e juventude. Porém, a partir do século I a.C, com o processo de expansão do território romano para o Oriente, a Afrodite grega passou a influenciar a Vênus romana e esta passou também a ter outras atribuições como ser deusa do amor e da beleza (GRIMAL, 1991, p. 56-60). Mas boa parte das pessoas na atualidade acabam considerando as duas deusas como uma só.
Mas, o que as deusas da beleza e do
amor têm haver com os pelos?
As mulheres gregas na antiguidade tinham
o hábito de se depilarem e as poucas estátuas helênicas que retratam Afrodite
nua estão sem os pelos púbicos, (ao
contrários das estátuas masculinas que sempre apresentam o órgão genital
flácidos e com pelos). Os renascentistas produziram imagens de Vênus e Afrodite
com as partes íntimas e axilas sem pelos. Muitas das expressões artísticas
modernas seguiram a mesma linha de raciocínio: “nada de pelos púbicos para as
mulheres” (GOLDHILL, 2007, p. 40-43). Talvez então, acabou-se tendo repúdio (e
até mesmo ódio para uns) aos pelos e relacionando sua ausência a ser ou estar
belo.
Lembrei-me então de duas personagens
gregas muito famosas por suas belezas, Helena e Penélope. Para o grego, uma
mulher era considerada muito bela quando esta conseguia atrair uma quantidade
considerável de homens. Claro, que tal “poder” ocasionava inúmeros conflitos.
Um oráculo previa que Helena seria a
mulher mais bela do mundo e que por isso causaria uma terrível guerra (Guerra
de Tróia) (STEPHANIDES, 2011, p. 29). Por conta da quantidade de vezes que foi
raptada e pelas mortes que a guerra por conta de sua beleza causou, a própria
Helena disse preferir ser feia, porque a sua beleza só lhe trouxe males
(Eurípedes, Helena, v. 233-240, v.
263, v. 304-305).
Odisseu também teve problemas por
conta do poder de atração de Penélope, sua esposa. Ao retornar da Guerra de
Tróia, ele matou os 108 pretendentes que tinham a intenção de casar com ela
(BRANDÃO, 1987, p. 315) e para realizar tal matança obteve ajuda da deusa Atena
(Odisseia, XXII, 224-273).
Será que Helena e Penélope eram tão
belas e atraentes por que se depilavam e retiravam os odiados pelos das pernas,
das axilas e dos órgãos genitais? Não tenho como responder tal questionamento.
Então todo cuidado é pouco ao utilizar as lâminas de depilação Venus, porque mesmo sem querer você
poderá provocar uma guerra ou muita confusão por aí.
REFERÊNCIAS:
BRANDÃO,
Junito de Souza. Mitologia Grega. v.
III. Petrópolis: Vozes, 1987.
EURÍPEDES.
Helena. Tradução de José Ribeiro
Ferreira. Porto Alegre: Movimento, 2009.
GOLDHILL,
Simon. Amor, sexo e tragédia. Rio de
Janeiro: Zahar, 2007.
GRIMAL,
Pierre. O amor em Roma. São Paulo:
Martins, 1991.
HOMERO.
Odisseia. Versão bilíngue
grego-português. Tradução de Trajano Vieira. São Paulo: 34, 2012.
STEPHANIDES,
Menelaus. Ilíada: A guerra de Tróia.
São Paulo: Odysseus, 2011.
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