segunda-feira, 13 de março de 2017

Varnhagen e a História do Brasil

Turma do 6º semestre do Curso de História (UNEB/Eunápolis, 2017.1) que cursam a disciplina Historiografia Brasileira, logo abaixo se encontra o link do capítulo em PDF que vai nortear a nossa discussão:

RIBEIRO, Renilson Rosa. “O escrupuloso iluminador da História do Brasil”: os enredos cronológicos e temáticos da 1ª edição da História Geral do Brazil, de Francisco Adolfo de Varnhagen (1854/1857). Patrimônio e Memória. UNESP, v.7, n.2, p.86-108, dez.2011.

*Observações:
  • Não esquecer de incluir ao final de seu comentário o seu nome.
  • A discussão ficará disponível no blog até 18/03/2017 (sábado) às 23:59 h.

59 comentários:

  1. O autor inicia o artigo “o escrupuloso iluminador da historia do Brasil”: os enredos cronológicos e temáticos da 1ª edição da Historia Geral do Brazil, de Francisco Adolfo de Varnhagen (1854/1857)” destacando o esforço do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro – IHGB na tentativa de construção de uma “memória oficial para a nação”. Essa memória era construída a partir das elites, enquanto as classes mais abastardas eram relegadas. Ainda segundo Ribeiro (2011, p. 88), o IHGB forjava-se as representações de nação como uma criança que aos poucos se tornava independente de sua mãe, nesse caso Portugal. Além disso, o órgão era responsável por todas as informações e documentações necessárias para a a escrita da história do Brasil.
    No empenho para construir a “nação” brasileira, os colaboradores do IHGB não mediram esforços para coletar dados/documentos necessários para este feito, segundo o autor, fizeram buscas nas províncias e outros países que se relacionaram com Brasil, sendo que estas informações seriam compiladas e divulgadas.
    O autor destaca a participação e a importância do “pai da história do Brasil”. Mostrando sua trajetória bem como sua dedicação para a construção da historiografia brasileira.

    Atenor Junior

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    1. Por que o autor utiliza a analogia que Portugal é "A mãe" do Brasil? O que existe de importante em tal analogia?

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    2. Com essa analogia, justificava a ideia de que, mesmo independente, ainda sim deveríamos manter laços com Portugal e nos manter colonizados.

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Em seu texto Ribeiro estuda a importante historia escrita por Varnhagen, e como “o visconde de Porto seguro” elaborou a 1ª edição da História Geral Do Brasil. No decorrer de seu trabalho o autor mostra como o visconde capturou no passado colonial os adventos que justificavam o sentimento de pertencimento e honra a que necessitava o Brasil imperial, no que diz respeito ao desenvolvimento do projeto de nação. Nesse sentido como sugere o Titulo “O Escrupuloso Iluminador Da Historia Do Brasil”, o autor discorre sobre como Varnhagen foi cuidadoso em selecionar e exaltar o que de “melhor” existiu no Brasil colônia, para poder enquadra essa nação aos moldes das nações Europeias.
    Parra alcançar o objetivo era preciso mostrar uma historia progressista dessa nação.
    No que diz respeito a questão social é possível perceber que a historia do Brasil,tomando como exemplo Varnhagen, e escrita com maior visibilidade aos europeus, onde aos portugueses é dado lugar de destaque, enquanto que para os índio e negros papeis coadjuvantes na formação da nação, isso quando a eles não era relegado o papel de mau feitor da historia.
    Segundo Ribeiro ( 2011. P. 87,88) O passado era construído e celebrado com base na escolha de imagens e temas que destacavam a existência nos trópicos de uma pratica coroada de belezas naturais paradisíacas e uma trajetória heroica de feitos e conquistas .

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    1. Análise Do Artigo “O Escrupuloso Iluminador Da Historia Do Brasil”: Os Enredos Cronológicos E Temáticos Da 1ª Edição Da Historia Geral
      Do Brazil, De Francisco Adolfo De Varnhagen (1854/1857)

      Autor: Renilson Rosa Ribeiro

      No texto em analise segundo Renilson Rosa Ribeiro, o diplomata e historiador Francisco Adolfo de Varnhagem na 1ª edição de sua História Geral do Brazil, no período em que atuou no Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB) no o reinado de Dom Pedro II, permite-nos entender as ações diretas no processo de manipulação para a construção da memória nacional. O empenho de Varnhagem teve objetivos claros, criar uma identidade para o povo brasileiro, na intenção de tirá-los do atraso intelectual provocado pelo longo tempo de colonização.
      No decorrer do artigo compreendemos como Varnhagem atua para atingir o objetivo de despertar no povo brasileiro o sentimento nacionalista, nessa tarefa Instituto Histórico e Geográfico do Brasil (IHGB) oi fundamental.
      O instituto visava despertar nos brasileiros sentimento de orgulho pela pátria, mostrando sua história como nunca antes foi mostrada, Varnhagem iria escrever uma história “coerente” para o país, unindo seus diferentes povos (europeus, indígenas e africanos) num sentimento de amor. O diplomata elaborou uma história brasileira documentada iniciada com a criação do Instituto Histórico e Geográfico do Brasil (IHGB) em 1838, ele foi responsável por escrever uma história com alicerces aos moldes de uma nação com civilizada em seguida foi fundada a Academia Imperial de Belas Artes que contribuiu na construção da identidade nacional por meio das pinturas, que foram chamadas de “pinturas históricas” essas pinturas demonstravam os fatos e acontecimentos históricos fundamentais para fortalecimento desse orgulho pelo Brasil, segundo a visão manipulada de Varnhagem, foram reproduzidos fatos como o grito do Ipiranga, momento em que D. Pedro I havia declarado a Independência do Brasil, posteriormente foi transformado em quadro, recebendo a autoria de Pedro Américo em 1888. No mesmo período cria-se ainda o Museu Nacional, o Arquivo Público do Império, as faculdades de direito e medicina e o Colégio Imperial Pedro II dando ao país uma nova história, agora com registros, não mais contados boca a boca, mas documentada. A população só veria os fatos maquiados pelas “belas artes” e escritos como obra grandiosa, tudo era direcionado, maquiado pela grandiosidade documental, não existia nada ali que pudesse manchar a gloriosa história brasileira. Fatos como a escravidão africana, os recentes conflitos regenciais seriam ocultados pela glamour e pela civilização.

      Discente: Maria Eunice Marques Santos Oliveira

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    2. Gerliane...Por que você utilizou o termo "capturou no passado colonial" ao se referir à pesquisa de Varnhagem?

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    3. Maria Eunice... onde podemos encontrar a discussão acerca do grito do Ipiranga no artigo de Ribeiro que utilizamos como norteador de nossa discussão?

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  4. Este artigo desenvolve um estudo sobre a construção de idéia do Brasil colonial,fabricado no Brasil imperial.
    A partir da análise da edição da história geral do Brasil, do historiador e diplomata Francisco Adolfo de varnhagem no contexto da sua atuação junto ao instituto histórico geográfico brasileiro( IHGB),durante o processo de produção de uma memória nacional no segundo reinaldo entende-se os mecanismos necessário para o futuro da humanidade.
    Gildeir pereira

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    1. Gildeir... por que existe a preocupação em se construir uma memória nacional durante o Segundo Reinado? E de que maneira o futuro da humanidade está em risco?

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  5. Falar de uma identidade comum é algo bem complexo, ainda mais se tratando do Brasil que é um país cheio de pluralidades. O referente artigo traz diversos aspectos que são muito interessantes para compreendermos como se deu o processo de criação de uma identidade nacional “brasileira”.
    Uma identidade nacional forjada pela elite com interesses parecidos, mas que não eram de fato iguais, a identidade nacional brasileira, desde as primícias de sua criação era antes de tudo baseada em um modelo de dependência da “mãe” Portugal e de outros países europeus, onde de maneira alguma se desvinculava, mesmo depois da independência. A fabricação dessa ideia de nação se deu através de varias pesquisas, nas quais foram em sua maioria documentais. A seleção desses documentos tinha um objetivo, onde deveria colocar o Brasil como diferente, mas ao mesmo tempo parecido com os países da Europa o uso dessa documentação foi “pautada pela utilização parcial e seletiva de fatos e documentos a despeito de sua ilusória neutralidade na seleção” (RIBEIRO, 2011, p. 89), em outras palavras essa seleção era de acordo com os interesses políticos e pessoais de quem estava segundo Ribeiro (2011, p. 89) a “garimpar” tais fontes.
    A identidade nacional a principio foi excludente, pois foi voltada para as elites e de acordo com o período politico e social em que se encontravam, mas que posteriormente, pelo fato de tentarem se diferenciar um pouco de outros países, acrescentaram as cores do Brasil, ou seja, a cor do índio, apontada como “cor de cobre”.
    Segundo Ribeiro (2011, p. ), por meio a esta operação historiográfica (seleção de fontes e contrução de uma história) Adolfo de Varnhagen, conhecido como o visconde de Porto Seguro (1816-1878), ganharia destaque posteriormente considerado por certa tradição historiográfica como o “pai da história do Brasil”.
    Vanderleia Fernandes

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    1. Por que o interesse em incluir as pessoas "cor de cobre" no processo de construção da identidade nacional brasileira?

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  6. Ribeiro (2011) nos fala sobre a construção da identidade nacional brasileira oficial que foi concebida pelo visconde de Porto Seguro, Francisco Adolfo de Varnhagen, junto ao Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB) no século XIX.
    A história forjada com o sentido de “um passado único e coerente ao gosto das necessidades e projetos políticos do seu tempo”, tinha como maior financiador o Estado imperial e era pensada por uma elite de intelectuais que tomaram os moldes europeus para a concepção dessa história no intuito de se transmitir uma ideia de civilização, de um Estado bem estruturado sob as mãos de um grande monarca que propôs a independência da colônia de Portugal.
    Se por um lado se matinha (e de forma esteticamente bem elaborada) a participação da população branca nos relatos historiográficos nacionais, se deturpavam a imagem dos indígenas e africanos que contribuíram para a formação do Brasil. A inclusão desses povos, segundo os idealizadores da história, traria uma imagem de selvageria e incivilidade ao Brasil, portanto, “o Estado-nação era prioridade e o povo assumiria papel secundário em sua narrativa”.
    Em suma, para que se pensasse o Brasil enquanto Estado precisava-se de um fator que unisse o povo em torno de uma memória, de uma história em comum, que desenvolvesse um espírito patriótico. A História Geral do Brasil foi pensada com esse objetivo, apesar de suas fragilidades, e seu mentor, Varnhagen, passa a ser concebido como o “pai da história do Brasil”.

    Ana Caroline Ferreira Mota

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    1. Qual o interesse na construção da história oficial do Brasil (no século XIX) em se evidenciar a importância e a supremacia do Estado-nação em relação a atuação e participação do povo brasileiro?

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  7. O artigo de Renilson Rosa Ribeiro, consiste numa analise a partir da 1º edição da História Geral do Brasil do historiador Varnhagem em sua atuação junto ao Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, objetivando detectar os enredos cronológicos e temáticos "incertos" de Varnhagen para sua história geral, e assim correlacionar com à lógica da cultura e da identidade para a construção de uma memória nacional. Descreve-se como Varnhagem metodicamente selecionou e exaltou o que de melhor havia no Brasil, para assim encaixar a nação nos moldes europeus, com intuito de valorizar.
    Segundo Ribeiro (2011, p.92) o nascimento do Brasil estava umbilicalmente ligado à sua mãe-pátria portuguesa, à sua metrópole, e que portanto no processo de criação de uma identidade nacional, a construção da memória nacional forjada por uma elite que a principio obtinha interesses parecidos, desprezava as classes menos "favorecidas", pondo em destaque somente os europeus como os heróis desta nação.
    Contudo o empenho de Varnhagem teve objetivos evidentes, o de criar uma identidade para o povo brasileiro, com a intenção de liberta-los do atraso intelectual provocado pelo longo tempo de colonização. E por fim o que se evidencia no decorrer do artigo é uma compreensão de como Varnhagem atuou para atingir o objetivo de despertar no povo brasileiro o sentimento nacionalista, com o auxilio do Instituto Histórico e Geográfico do Brasil (IHGB) que foi importantíssimo.

    Raylane Oliveira

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    1. Segundo Varnhagen o período colonial do Brasil foi necessário ou desnecessário para a construção da nação brasileira?

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  8. Análise do texto de Renilson Rosa Ribeiro, “O escrupuloso iluminador da História do Brasil”.
    Ano: 2011

    Na Apreciação do resumo de Renilson Rosa Ribeiro, a abordagem é direcionada a Francisco Adolfo de Varnhagen ou intitulado "Visconde de Porto Seguro", como pai da história do Brasil, numa leitura tradicional, da sua obra “História Geral do Brasil”, que literalmente, fez parte do IHGB (Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro), para a construção e a formação da história oriundas dos tempos coloniais e até seu período, no século XIX, na criação da identidade real de um país novo e que se apresenta ao mundo, com um futuro de prosperidade e de futura “potência econômica”, que basicamente, um grupo étnico predomina em todos os aspectos de superioridade e interligando a uma história de características europeias, cujos verdadeiros "descobridores" de nossa terra, chamados de "cor de cobre" (RIBEIRO, 2011, p. 93), são considerados como "vadios" ou "simples espectadores" na formação da nação brasileira, como citado por Ribeiro, também vistos como "elementos de desordem ou desagregador" (RIBEIRO, 2011, p.99). As fontes utilizadas são oriundas da Torre do Tombo, onde entre os documentos, possivelmente, a carta de Pero Vaz de Caminha passa ter destaque e se torna um documento histórico importante, apesar de que, no período da elevação do Brasil de colônia para Reino Unido em 1815, ela surge como instrumento histórico e de informação. Salientando que, já comentado, a civilização, o conhecimentos, os avanços científicos e culturais sempre são de origem portuguesa, que sempre citados como "salvadores da civilização" e o conhecimento da verdadeira fé aos “selvagens”. Uma região até descriminada pelo sofrimento e a pobreza, até em nossos tempos atuais, a Região Nordeste, por ter sido a porta de entrada de invasões de ingleses, franceses e de maior destaque em sua narrativa, a invasão holandesa com a união de todas as etnias e classes sociais na libertação desta colônia, que é intensificada para demonstrar que apesar dos problemas, a construção deste país seria próspera e de muitas vitórias. Quando a fase da independência, Varnhagen não considera um “acidente de percurso” ou como rupturas das ligações do Brasil com Portugal e sim uma ligação do período colonial com um país “independente”, que por trás destas histórias que se tornam fábulas, de uma escravidão sem precedentes com perdas de vidas dos africanos ao serem retirados à força de sua terra e tratados como bichos e o massacre dos verdadeiros descobridores deste continente tratados como preguiçosos e de cultura pagã, salvos pela Igreja, que o arrependimento seja pelo derramamento de sangue ou persuadidos por alguns membros da igreja, que sua cultura e seus deuses não são os corretos. (RIBEIRO, 2011, p. 100 - 102).
    O Patriotismo só será benéfico, aos poucos “homens bons” existentes nesta nação desigual e sofrida, cuja obra desenvolvida numa época, cuja valorização dos dominadores tanto politico e econômico, quando olhamos, se torna até um conto de fadas, apesar de que, foi bem elaborada.
    Discente: ADILTON DOS SANTOS JÚNIOR

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    1. Segundo Ribeiro, além da Torre do Tombo, onde mais Varnhagem garimpava documentos que poderiam ser favoráveis a construção da história brasileira?

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  9. Nesse ensaio, o autor RIBEIRO (2011), faz uma critica ao historiador Francisco Adolfo Varnhagem, a cerca da sua atuação no IHGB no processo que foi criado no Brasil, que visava a produção de uma memoria nacional, a tão famosa ideia de nação comum a todos que pretendiam implantar no Brasil que nesse período ainda era comparado com uma criança que tentava da seus primeiros passos no intuito de se desligar da grande mãe, que no caso seria Portugal. O autor fala ainda que essas representações de que havia ali de fato um sentimento nacionalista já implantado, era também demostrado ao povo com a utilização de imagens, as quais tinham sempre o objetivo de induzir a população a apoiar esse movimento de uma construção que trazia a ideia de nação, um exemplo de imagem apelativa é o quadro do grito do Ipiranga, onde ali são reproduzidas cenas em que o povo aceita sem questionamentos o que a eles eram impostos, quando sabemos que de acordo com os estudos que já vimos a sociedade não era sempre passiva. Outro fator a se analisar nesse mesmo quadro são as populações que viviam a margem da burguesia, elas não eram representadas, no entanto tomava se como uma ideia de um todo de uma história cronológica onde tudo vai acontecendo como se estivessem em um passe de mágica.
    Reinalda Lino de Jesus

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    1. Ribeiro, em seu artigo, menciona que uma das funções da escrita de Varnhagem era ser utilizada por "pedagogia da nação"?

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  10. Ribeiro da inicio ao seu artigo destacando a importância do IHGB (Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro) na construção de uma “memória oficial” da nação, a partir de fontes escritas e imagéticas. Este, na parceria de diversas outras instituições nacionais, dariam ao país uma historia épica e majestosa, dando enfoque à realeza e renegando a escravidão negra e forjando a ideia de um Brasil se tornando independente de Portugal para ter um futuro promissor nas mãos de uma monarquia. O IHGB foi criado com o objetivo de construir a memória oficial da nação. Segundo Ribeiro (2011, p. 89), construir uma historia pra os homens de boa sociedade constituía um trabalho de garimpagem e recolher documentos para tal construção seria como achar preciosidades. Escrever a historia do império brasileiro seria imortalizar o reinado de Dom Pedro II. O autor também destaca a importância do paulista Francisco Adolfo de Varnhagen, conhecido como visconde de Porto Seguro e também pai da historia do Brasil, na construção da invenção do Brasil em sua obra “Historia Geral do Brazil”.

    Gabriel Alves

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    1. Gabriel... em qual sentido você utilizou o termo "imortalizar o reinado de D. Pedro II"? O autor, Ribeiro, interpreta de tal maneira os escritos de varnhagem?

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  11. Segundo o ensaio de Ribeiro (2011), ele nos apresenta um estudo sobre a construção da ideia de Brasil Colônia fabricada no Brasil Imperial, dentro disso percebe- se que em sua obra é citado inúmeras vezes o historiador e diplomata Francisco Adolfo de Varnhagen, que é considerado um dos fundadores da historiografia brasileira. Mediante a esta abordagem o ensaio de Ribeiro traz informações importantes sobre a identidade nacional brasileira, dessa forma o autor faz sinalizações que ao longo do segundo Reinado houve habilidades, que acabaram por forjar um tipo de memória oficial para a nação. Outro apontamento que foi de suma importância, quando diz que “nos salões do grêmio forjava-se a representação de uma colônia que gradativamente aprendia a ser nação, ou seja, uma criança (Brasil) que, aos poucos, ia aprendendo a ser independente de sua mãe (Portugal) para seguir rumo a um futuro promissor nas mãos de uma Monarquia” (Ribeiro, p.88). Ou seja o Brasil só aprendeu ou aprende a ser nação mediante a Portugal.
    Foi interessante perceber que a criação do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB), em 1838, antes mesmo da coroação de D. Pedro II, dois anos depois, faz parte de um grande esforço das elites letradas e políticas: a elaboração de um projeto oficial que escrevesse a história do Brasil a partir de uma perspectiva positiva, evolucionista e linear, que formasse teorias deterministas que sopravam pela Europa no século XIX e por aqui aportaram. No entanto a tarefa foi dada a “homens de letras” e historiadores, como Francisco Adolfo de Varnhagen. Afinal, não podemos esquecer que a História à época ainda era pensada como uma disciplina voltada para o estudo das origens e da evolução histórica das nações europeias e consequentemente, não seria diferente no Brasil.

    CLAITON MIRANDA

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    1. Qual o interesse político em se criar um Instituto que construísse uma HISTÓRIA e determinasse o nosso limite GEOGRÁFICO antes do imperador D. Pedro II assumir o trono?

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  12. Ribeiro (2011)em seu ensaio "O escrupuloso iluminador da História do Brasil" Os enredos cronológicos e temáticos a 1ª. edição da história geral do Brazil, de Francisco Adolfo de Varnhagem (1854- 1857) discute sobre a construção de uma história geral do Brasil, baseada na escolha de imagens e documentos que destacavam uma pátria baseada em historias heroicas e cheias de beleza.
    Ribeiro (2011) faz uma crítica, utilizando a obra História Geral do Brazil, de Varnhagem (1854- 1857) como ponto de partida para a discussão sobre a fidelidade à D. Pedro II dentro do IHGB, e de como a construção dessa historia oficial se deu, principalmente pensando que os principais fundadores do IHGB ocupavam cargos no setor público.
    Durante seu ensaio, Ribeiro (2011) analisa a obra de Varnhagem (1854-1857) onde o mesmo discute sobre a historia de um passado único e emite um discurso de continuidade, defensor da matriz européia, Varnhagem busca em todo tempo desenhar um ideal de nação, utilizando as tramas do passado como forma de legitimar as ações do seu tempo e imortalizar o reinado de D. Pedro II.

    Heloizza Kelly Marques

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    1. Como assim... as escritas de Varnhagem vem para legitimar as ações de seu tempo?

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  13. Parte 1/2

    Postarei duas vezes porque excedeu o limite

    Sobre o “O ESCRUPULOSO ILUMINADOR DA HISTORIA DO BRASIL”: OS ENREDOS CRONOLÓGICOS E TEMÁTICOS DA 1ª EDIÇÃO DA HISTORIA GERAL DO BRAZIL, DE FRANCISCO ADOLFO DE VARNHAGEN (1854/1857) do autor Renilson Rosa Ribeiro, trata-se de um ensaio que tem por objetivo desmitificar a ideia de uma nação homogênica , unívoca criada no período imperial pelo diplomata Varnhagem, em que o Ribeiro (2011) utiliza por referencia a escrita do visconde de Porto Seguro, tendo por objetivo principal relatar como foi construída a imagem de uma cultura e identidade forjada do Brasil.

    O item: 1 “Colligir, methodizar, publicar ou archivar”: O IHGB, Vanhagen e a escrita da História do Brasil
    Relata sobre o IHGB, Academia Imperial de Belas Artes, o Museu Nacional, o Arquivo Público do Império, as faculdades de direito e medicina e o Colégio Imperial Pedro II, como espaços de memória da imagem forjada do Brasil que favorecia a coroa portuguesa em registros “dessa memória” por meio de recursos imagéticos, com a elaboração de uma história centralizada em grandes heróis e grandes feitos dos colonizadores e representativas da coroa, em uma memória construída e “reconstruída” no segundo reinado brasileiro.

    Trata também de um Brasil, ainda jovem, recém criado como nação, que a partir das interferências portuguesas era “descente da pátria portuguesa” (RIBEIRO, 2011, p. 89), podendo herdar suas características como cultura e linguagem.

    O IHGB em 1841 torna-se um espaço de sociabilidade da elite presente nesta localidade do segundo reinado, sendo estes políticos e letrados. O IHGB, por sua vez tem um papel fundamental para criação de uma identidade nacional dita tipicamente brasileira, com a finalidade de torná-lo diferente dos outros povos , considerando sua cor e a miscigenação.

    No tópico: O Brasil “inventado” pelo visconde de Porto Seguro: enredos cronológicos e temáticos da sua história geral.

    Este trata inicialmente do despertar de Varnhagem, que teria como missão em na historiografia brasileira,em seu tempo no segundo reinado: traçar as tramas do passado colonial era o caminho para explicar e legitimar as ações do seu tempo presente. (RIBEIRO, 2011, p. 92), em sua escrita interfere e muito um olhar europeu, já que se posiciona abertamente favorável em defesa da matriz europeia, mesmo sendo brasileiro. Deste modo, ele, assim como a sociedade [elite] e detentora de poder, acreditavam e temos reflexo desde o Brasil colônia que a “europeizando” o Brasil, seria a única forma do mesmo ser considerado e de fato ser uma civilização.
    A historiografia do Brasil passa a ser traçada em seções, e é bastante curioso quando Ribero (2011) aponta a presença indígena a partir da oitava seção, sob uma visão naturalista.

    O planejamento de Varnhagem para a historiografia brasileira traça o percurso:

    [CITAÇÃO COM RÉCUO] [...] 1) Idéas gerais sobre a historia do Brasil; 2) Os indios (a raça côr de cobre) e sua historia como parte da Historia do Brasil; 3) Os portugueses e a sua parte na Historia do Brasil; 4) A raça Africana em suas relações para com a historia do Brasil. (RIBEIRO, 2011, p.93).

    CONTINUA NA PARTE 2

    Discente: Caroline Santos Lima

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    1. Por que Varnhagem apesar de ser de São Paulo recebeu o título de Visconde de Porto Seguro?

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  14. Parte 2/2

    A escrita de Varnhagem traça também a coroa portuguesa, como parte mais importante para expansão do Brasil e com intuito de imortalizar D. Pedro II em seu reinado, o visconde de Porto Seguro dedica sua obra “História geral do Brazil” ao imperador. Para tanto, não poderia dar tanta importância há movimentos “contra” a coroa, logo:

    [CITAÇÃO COM RÉCUO] Para Varnhagen, as turbulências dos farrapos e cabanos, a semelhança dos movimentos de emancipação dos mineiros, baianos e pernambucanos que ocorreram nas vésperas da independência, só poderiam constituir narrativas de períodos de crise, sujeitas à censura, ao silêncio ou ao esquecimento. (RIBEIRO, 2011, 95).

    Portando, Ribeiro (2011, p.96) aponta que a escrita (forjada) de Varnhagem é possível nestas condições, mantendo sempre a ideia de um poder centralizador fundamental para a construção de uma civilização no Brasil de modo que o Estado nação “era prioridade e o povo assumiria papel secundário” (p.97)
    Ribeiro (2011) aponta também a memória “Como se deve entender a nacionalidade na História do Brasil” de Varnhagem para instrumentalizar a compreensão de “História geral do Brazil”.

    Sobre algumas autoras e autores citados no ensaio que também analisam Varnhagem, apontam que: Laura Nogueira Oliveira (2007) aponta que há influências da Antiguidade na escrita de Varnhagem. Já Lucia Guimarães o Brasil descreve que o Brasil para Varnhagem:

    [CITAÇÃO COM RÉCUO] [...] era percebido como uma criação do Império ultramarino português, desde o desembarque da esquadra de Pedro Álvares Cabral até a emancipação da condição de colônia, em virtude da transmigração da família real em 1808 e o fim do monopólio comercial. (GUIMARÃES, In:______. MOTTA, apud, RIBEIRO, 2011, p. 99).

    Para além disso, Varnhagem em “História geral do Brazil” relata a chamada invasão holandesa no Nordeste na primeira metade do século XVII, como um dos elementos fundamentais para a mitificação da nacionalidade brasileira recém criada (RIBEIRO, 2011, p. 100), logo é possível compreender que as influências européias de Varnhagem não gira apenas em torno de Portugal completando-se com Grécia, Roma, Holanda, franceses [invasões], ingleses.

    Ribeiro (2011, p. 101) analisa nas obras de Varnhagem que a história colonial do Brasil devia estar no presente, sendo escrita sob uma ordem cronológica, que não haveria descontinuidades, seguindo uma linhagem interpretativa e temporal [características de uma historiografia marcadamente positivista]. Varnhagem traça guerra, como parte integrante do fortalecimento da identidade nacional.

    Com base em uma História com heróis e grandes fatos, Ribeiro (2011) aponta que o 07 de setembro de 1822, torna-se um elemento fortemente simbólico para criação de uma identidade nacional, que dá um pontapé que firma e centraliza a ideia de nação brasileira, em que o Brasil independente passa a ser governo por um regime chamado Monarquia (Constitucional), regido pelo herdeiro legitimo do trono de Bragança.

    Em 3 Historia geral do Brazil: Para além da ideia de legado ou maldição:

    Ribeiro (2011) traz suas considerações alegando que não buscou trazer o modo de construção de uma identidade verdadeiramente brasileira comemorada ou contestada, informando que não buscou autenticar uma nação, mas fazer uma denúncia e expor os estereótipos da identidade nacional como uma criação fruto de um tempo, criticando Varnhagem na criação de uma identidade hegemônica e unívoca. (RIBEIRO, 2011, p. 103).

    Discente: Caroline Santos Lima

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    1. Por que que, apesar de terem existido várias lutas e guerras durante o Período Regencial, Varnhagen dá mais ênfase a luta pela expulsão dos holandeses do território brasileiro?

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  15. As minha primeiras impressões acerca do texto acima apresentado nos leva a algumas conclusões. Incialmente é sabido que foi imprescindível se criar uma “identidade para aquela nação” uma memória, entretanto essa memória nacional foi tramada e manipulada essencialmente para que o “brasil” parecesse se tornar independente de sua metrópole.
    Contudo nessa escrita criada por segundo Ribeiro(2011) “Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB) que, em associação com a Academia Imperial de Belas Artes, o Museu Nacional, o Arquivo Público do Império, as faculdades de direito e medicina e o Colégio Imperial Pedro II.”, é obvio que muitas histórias foram esquecidas e outras aclamadas.
    Essa história” tecida” esteve sempre atrelada ao IHGB que selecionava o que engradecia a essa identidade nacional, afinal essa identidade devia parecer mais autônoma e mais europeia como as demais nações civilizadas.
    Varnhagen (1854) em geral do Brasil, teve como papel o processo de formação da sociedade brasileira em criar essa história brasil, essa identidade. Embora realmente cresse estar apresentando o passado nacional, como de fato aconteceu, porem “Varnhagen estava inventando-o, discursivamente, com base no arranjo das fontes e na concepção almejada de história”.
    Sendo assim, conclui-se que primeiramente criaram uma identidade nacional que fugia do real, porém Varnhagem tentou aproximar essa identidade do mais legítimo possível, incluindo dentro dessa narrativa os índios e o negros.
    Thatieles Almeida Oliveira

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    1. Thatieles... por que você utilizouo termo "história tecida" para se referir aos escritos de Varnhagen?

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  16. O ensaio de Ribeiro (2011) vem retratar a maneira de como foi construido a historia de forma geral pelos grandes feitos,e marcada pelos consideráveis heróis a historia vista por cima,retratada de acordo de como queriam ser passada o que convim com os interesses dos colonizadores europeus, com o intuito de se registrar para toda a nação as ideologias que partiam dos interesses políticos,ao se falar em uma identidade comum e tanto quanto penoso ainda mais em um país que abrangem muitas diversidades,usando-se esta identidade que tinha como objetivo de se criar a identidade nacional,Vanhagem vai no decorrer destacar estes ideais de nação.
    Janieli Santiago

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    1. Por que a preocupação em se criar uma identidade nacional brasileira?

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  17. Este comentário foi removido pelo autor.

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  18. O artigo em questão vai abordar um estudo sobre a a contrução ( fabricação) da identidade e memoria nacional brasileira, e a participação do IHGB ( Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro) que tentava desenhar o ideial nacional que era o ser brasileiro. Francisco Adolfo Varnhagen vai se destacar nesse meio, vai ser o primeiro a escrever a História Geral do Brasil, mais vai ser muito fiel a Dom Pedro II, vai defender a matriz europeia ( Portugual) como modor civilizatório no processo de formação do Brasil e nan contrução de uma história geral com continuidade da história da metópole; Varnhagen vai até ser intitulado o " pai da história do Brasil".
    Segundo Ribeiro (2011) o instituto manipulava as representações de nação como o autor coloca "uma criança ( Brasil) que aos poucos ia aprendendo a ser independente de sua mãe (Portugual)", e também era uma identidade fabricada pela elite.

    Nathalia Martins Santos

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    1. Por que você afirmou que Varnhagem "vai ser muito fiel a Dom Pedro II"? Como assim?

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  19. Renilson Rosa Ribeiro elabora em seu artigo um estudo a cerca da estruturação da ideia de Brasil Colônia que foi produzida durante o período do Brasil Imperial, usando da análise a primeira edição da "Historia geral do Brazil (1854/1857)" de Francisco Adolfo de Varnhagen (1816-1878). Ribeiro explica que o seu objetivo é identificar os enredos cronológicos e temáticos produzidos por Varnhagen e assim junta-los "à lógica da cultura e da identidade essencializadas e fixas, que buscam delimitar a nação como uma entidade unívoca e hegemônica e, mas ainda, como uma necessidade para o futuro da humanidade."(RIBEIRO, 2011, p.86)
    Ribeiro esclarece que os "artífice" do Império brasileiro foram muito espertos na construção da memória nacional, e o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB) teve uma importante atuação nessa construção supracitada, Ribeiro ainda diz que nesse período em espaços como o IHGB, a realeza era glorificada, já a escravidão negra africana e a memória dos recentes conflitos regenciais foram destinadas a uma espécie de "limbo". Mais a frente isso fica claro quando Ribeiro nos diz que nas 54 seções de sua obra "Historia geral do Brazil" Varnhagen só começa discorrer sobre os índios, a flora e a fauna na oitava seção, dando atenção inicialmente a relação do nascimento do Brasil e sua pátria mãe, Portugal.
    Com isso, o artigo segue por uma linha clara com o objetivo de decifrar o discurso da fabricação da história da nossa nação baseada nas seções da Historia geral do Brazil de Varnhagen.

    Lucas José da Silva Tavares

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    1. Como assim... a escravidão africana ficou no "limbo" dos escritos de Varnhagen?

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  20. O capítulo faz uma análise da obra de Varnhagen, este, que foi chamado por D. Pedro II para escrever a história oficial do Brasil. E o contexto em que ele vem é influenciado pelo iluminismo e principalmente pelo positivismo, então a história que ele escreve, é chamada história dos grandes heróis, uma história cronológica, factual, que desconsidera índios e escravos e valoriza a atuação europeia.
    O IHGB como entidade governamental, foi a grande promotora dessa história geral do Brasil, e como sugere o título, o mesmo pretende abordar os temas que ele escolheu e julgou dignos de ser apontado como história, e ainda o Império, que pensando sob o viés de progresso baseado na cronologia temporal, representa o período "maduro" do país.
    D. Pedro foi responsável por conferir unidade a nação. É nesse período que se cria, por diversos mecanismos a identidade nacional, por isso a criação de uma história oficial do país foi importante e Varnhagen foi quem escreveu essa história.

    Airton S. Freitas

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    1. Airton... você menciona em seu comentário acerca do título... de que maneira o título do artigo contribui para compreensão do artigo de Ribeiro?

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    2. Eita.. professora, eu postei o comentário errado!!

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    3. o artigo de Ribeiro (2011) traz vários aspectos importantes sobre a construção da nossa identidade nacional, em que seus estudos nos mostram como essa identidade foi forjada com base nos interesses comuns da elite. Essa formação histórica, gerada durante o segundo reinado é retratada com perspectivas de "evolução" para apresentar o país ao mundo como um local de prosperidade e ascenção econômica, assim, no artigo, também é destacado o empenho do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro - IHGB para esta construção de memória nacional com base em diversos tipos de pesquisas nas quais se nega o passado sofrido dos negros e mantém o foco na realeza, com puro interesse politico e pessoal, assim passando a ideia de um país não mais dependente de Portugal, mascarando, através de garimpos documentais, a verdadeira face brasileira e buscando retratar o Brasil com similaridade aos países europeus, mas com o diferencial da "cor de cobre", assim apontados os índios. Ribeiro (2011) também nos mostra a enorme importância de Francisco Adolfo de Varnhagen, mais conhecido como o "pai da história do Brasil" e visconde de Porto Seguro, que foi fundamental durante toda esta operação historiográfica que foi a construção da invenção do Brasil.

      O comentario correto!

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    4. Este comentário foi removido pelo autor.

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    5. o artigo de Ribeiro (2011) traz vários aspectos importantes sobre a construção da nossa identidade nacional, em que seus estudos nos mostram como essa identidade foi forjada com base nos interesses comuns da elite. Essa formação histórica, gerada durante o segundo reinado é retratada com perspectivas de "evolução" para apresentar o país ao mundo como um local de prosperidade e ascenção econômica, assim, no artigo, também é destacado o empenho do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro - IHGB para esta construção de memória nacional com base em diversos tipos de pesquisas nas quais se nega o passado sofrido dos negros e mantém o foco na realeza, com puro interesse politico e pessoal, assim passando a ideia de um país não mais dependente de Portugal, mascarando, através de garimpos documentais, a verdadeira face brasileira e buscando retratar o Brasil com similaridade aos países europeus, mas com o diferencial da "cor de cobre", assim apontados os índios. Ribeiro (2011) também nos mostra a enorme importância de Francisco Adolfo de Varnhagen, mais conhecido como o "pai da história do Brasil" e visconde de Porto Seguro, que foi fundamental durante toda esta operação historiográfica que foi a construção da invenção do Brasil.

      O comentario correto!

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  21. Segundo Renilson, no processo de tentar desenhar uma identidade nacional - o ser brasileiro, Varnhagem forja uma História linear, pautada na seleção de fatos que exclui e marginaliza elementos importantes para esse processo, e confirmamos isso quando em seu tomo os índios são citados no 7º capítulo, sendo esses os principais indivíduos que somaram neste processo.
    Esses documentos reunidos no IHGB tem um importante papel na legitimação da Historiografia brasileira, onde documentos foram reunidos com a intenção de manter os registros dos fatos históricos do qual se havia a intenção de contar e recontar.
    Portanto, a análise crítica aos documentos apresentados nos faz compreender a fragilidade da nossa história, o quanto a ideia de heróis da pátria precisou ser construídas para se pensar num povo “hegemonicamente plural”.


    Discente: Karoline Ferreira Sampaio

    Minutos acabando :(

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    1. Qual a importância em ser apresentada como oficial uma história linear do Brasil (no contexto do século XIX)?

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  23. Renilson Rosa Ribeiro (2011) tem como objeto de estudo a primeira edição da obra Historia geral do Brasil de Francisco Adolfo de Varnhagen (1854/1857. Para o autor o IHGB era um espaço de celebração da realeza com trajetória heroica de feitos e conquistas, a visão do autor condiz com o posicionamento de Manoel Luís Salgado Guimarães (1988) onde ele descreve as intensões por trás da construção do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro que construía a ideia de nação civilizadora e exclusiva. Um conjunto de diversos estudiosos e intelectuais fizeram uma pesquisa nos arquivos bibliotecas e cartórios nos países estrangeiros e no Brasil, pautando uma meta de uma memoria nacional em discurso de continuidade. Na construção de uma memória nacional os membros do IHGB selecionavam fatos e documentos de forma parcial e seletiva, suponha-se que houve fatos omitidos e lacunas preenchidas, para formular uma historia coerente de interesse exclusivo do poder regente. A figura do historiador paulista Francisco Adolfo de Varnhagen (1816-1878), chegou a ser denominado por certa tradição historiográfica como o “pai da história do Brasil”. Varnhagen defendia os portugueses como raça superior e civilizada em comparação aos "índios" e aos negros; também colocava as revoltas populares como entrave para a centralização do estado, para ele, estes deveriam ser esquecidos e censurados, lutava também contra a invasão de estrangeiros, principalmente dos holandeses. O Estado-nação era prioridade e o povo assumiria papel secundário em sua narrativa. Forjou uma História do Brasil, e do que é ser brasileiro, tendo que a mesma era supostamente voltada para a contemplação do império e do imperador, a invenção para ribeiro não se tratava nada mais nada menos que uma historiografia de interesse, era isso que o Varnhagen queria reconhecimento e a proteção do Imperador.


    Angelica Santos

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    1. De que maneira Varnhagem apresenta a influência portuguesa como superior na construção do ideal de identidade nacional brasliera?

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  24. JACKELINE DANTAS
    “O ESCRUPULOSO ILUMINADOR DA HISTORIA DO BRASIL”:OS ENREDOS CRONOLÓGICOS E TEMÁTICOS DA 1ª EDIÇÃO DA HISTORIA GERAL DO BRAZIL, DE FRANCISCO ADOLFO DE VARNHAGEN (1854/1857)


    O IHGB (Instituto histórico geográfico brasileiro) foi criado em 1838, seu principal patrono foi Dom Pedro II com a principal função na sua criação a ideia da elaboração de mistura brasileira para que servisse como identidade nacional ou seja a criação de uma nova nação dentro, desse papel de criação de uma história nacional .Varhangen foi um dos pioneiros da historiografia brasileira no Brasil a usar bastantes os documentos as fontes primárias como essência para elaboração de seu trabalho historiográfico,(p.88-89).
    O Brasil se tornando novo país não tinha basicamente muitas fontes escritas sobre o Brasil aqui no Brasil então , Varhangen foi buscar muitas coisas em Portugal ,por exemplo: arquivos e documentos.
    Logo depois ele foi a outros países à procura de novas ideias e acaba encontrando outros artigos e diversos documentos sobre o Brasil,(p.87).
    No projeto do Instituto histórico geográfico brasileiro(IHGB) mesmo Varhangen sendo Pioneiro na metodologia historiográfica no uso dos documentos, ele trabalhava a serviço de uma perspectiva ,afim de obter resposta para muitas coisas. Na leitura percebir que há muitas expressões racistas explícitas nas obras de Varhangen a respeito do negro e do índio algo que colaborava para o projeto político o qual ele serve naquele momento,(p.90)
    "Em relação ao povo, a narrativa varnhageniana elegeu o elemento português como a personagem principal no processo de formação da nacionalidade do Brasil imperial.
    Enquanto este era consagrado como descobridor, colonizador e senhor nas páginas da historia geral do Brazil, índios e negros sofreram um processo de apagamento ou secundarização. Nesta trama, eles seriam meros coadjuvantes, quando não um empecilho, um elemento de desordem ou desagregador, na obra colonial."(p.99)
    Para a história que teve sua metodologia Renovada hoje a forma de trabalho de Varhangen é considerada importante para ser estudada,para entender; como chegamos;entender também a expectativa historiográfica de cada período, afinal Varhangen foi pioneiro no trabalho das fontes primárias."Em meio a esta operação historiográfica ganharia destaque a figura do historiador paulista Francisco Adolfo de Varnhagen, conhecido como o visconde de Porto Seguro (1816-1878), posteriormente denominado por certa tradição historiográfica como 'pai da
    história do Brasil',"(p.90).

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    1. Quais tipos de fontes foram utilizadas por Varnhagen para ele realizar a sua pesquisa e responder os seus questionamentos?

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    2. Dentro desse papel;de criação de uma história nacional Varnhagen,foi um dos pioneiros na historiografia brasileira no Brasil e talvez na historiografia como no geral ao usar os documentos as fontes primárias como essência da elaboração do seu trabalho histográfico.Ele também foi em busca de fontes em Portugal em outros países, já que ele viajava muito em busca de arquivos e documentos importantes.

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  25. O ensaio contado por Varnhagem, analisado aponta como foi contada a formação da identidade brasileira, algumas vezes foi mostrado apenas um lado da história que favorecendo os colonizadores.
    Na primeira edição de História geral do Brazil, Varnhagen indica os colonizadores europeus como heróis, destacando seus grandes feitos e benefícios trazidos por eles. Com isso acabou forjando fatos que aconteceram como a marginalização e o mal feito dos colonizadores com o povo que no Brasil habitava.
    A criação do IHGB (Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro) apresentou um papel importante na criação da identidade nacional, foi criado em 1938. De início o IHGB tornou-se um espaço elitizado, composto por políticos e letrados, contribuindo para mostrar apenas um lado da história, excluindo quem vivia a margem da sociedade da época.
    É possível observar o quanto por um tempo foi falsificada a historiografia brasileira, indicando apenas um lado: heróis colonizadores e suas contribuições positivas. No texto o posicionamento de Ribeiro (2011) procura expor seu desconforto em relação ao modo que Varnhagen salienta sua visão dos fatos em relação à criação da historiografia brasileira.

    Discente: Lavínia Alves Oliveira

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    1. Por que você utilizou o termo "falsificada" para se referir a historiografia brasileira?

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  26. O intelectual cientifico Ribeiro (2011),explana uma reflexão acerca da obra Historia Geral do Brasil da autoria do Historiador e diplomata Francisco Varnhagem (1854-1857),autor da primeira edição da obra Historia Geral do Brasil,o então fiel escudeiro de Dom Pedro ll. Segundo Ribeiro 2011),Vanhagem, juntamente com o IHGB(Insituto Histórico e Geográfico Brasileiro),Academia Imperial de Belas Artes, e o Musel Nacional, ,tinha uma missão de construir um tipo de memória “oficial” Da Nação por meio de representações de escritas ,imagens e discursos políticos .Essa nova narrativa foi elaborada através de ideias iluministas e artefatos documentais, cuja finalidade era apenas trazer estratégias politicas que enaltecesse a Monarquia e que gerasse toda uma sensação de nacionalidade sadia. Mas na verdade ,segundo Ribeiro(2011) o que se viu foi a desconsideração das memorias dos índios e escravos e que a identidade nacional era voltada apenas para a burguesia local o que levaria a Vanhagem ganhar o status de historiador bem conceituado da Historia do Brasil.

    Por;Gilson Ramos

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    1. Por que a presença indígena e africana foram "desconsideradas" por Varnhagen na construção da história do Brasil?

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    3. Em seu artigo, o autor RIBEIRO (2011),explica que na tentativa de se criar uma nação que se aproximasse das outras nações civilizadas europeias, o Brasil começa um processo de demarcar caracteristicas para pertencerem a esse grupo. O critério de separação era a o elemento cor, enquadrando assim os negros e indígenas, e nesse momento que a figura de Francisco Adolfo de Varnhagem ganha destaque quando trabalhou no IHGB. Dessa forma fica claro que se a preocupação e o objetivo era uma nação que seguisse os padrões europeus, para Varnhagem os negros e indígenas não se adequariam a essa escrita forjada da história.

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