segunda-feira, 13 de março de 2017

Ilíada e Odisseia

Alunos do 2º semestre do Curso de História (UNEB/Eunápolis, 2017.1) que cursam a disciplina Grécia e Roma: Aspectos da Antiguidade, segue abaixo o link do capítulo que norteará a nossa discussão:

VIDAL-NAQUET, Pierre. Pequena história de dois poemas. In: ______. O Mundo de Homero.São Paulo: Companhia das Letras, 2002, p. 13-36.


*Observações:
  • Não esqueça de incluir em seu comentário o seu nome.
  • A discussão ficará disponível no blog até 18/03/2017 (sábado) às 23:59 h.

60 comentários:

  1. Jaqueline, socorro!!! Quero uma aula de Geografia pra entender onde a Grécia, Itália (especificamente Roma) e Turquia ficam. Porque é muito difícil a gente se localizar lendo esses textos. Afinal Homero nasceu nasceu numa região que hj pertence a Turquia? Mas odisseia e Ilíada descrevem eventos principalmente na Grécia continental??

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    1. Este comentário foi removido pelo autor.

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    2. CLICA NESTE LINK QUE VOCÊ PODE SE ACHAR. MAS, CUIDADO!!! O "MAPA MUNDI" JÁ MUDOU, DESDE AQUELA [SÉCULO VIII a.C.] ÉPOCA, VARIADAS VEZES DE ACORDO COM OS ACONTECIMENTOS HISTÓRICOS, ECONÔMICOS, POLÍTICOS ETC.!

      https://www.google.com.br/maps/vt/data=RfCSdfNZ0LFPrHSm0ublXdzhdrDFhtmHhN1u-gM,wajkaQrkMNyOxn9u8W-ihfEQpw7gkRR2K4AnlMFw-AoLxfzy2JydHzHypN0u1zfuZ7OHuiN9Ss35kvOKmJCVubMp0DOuQbZD07cmacIZMiNBRyn_j9wur0ANsRimaYvQaNAKtT8ochxaHvB0P6Fp1Duz-Ye0dwjSXaw_usKE74WKatJyrLJBWIJGMlnINk0NmpSLk6w1FuOxAw25Pag

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    3. Oi Alailson... em sala de aula eu explico para você está bem? A sua preocupação é pertinente.

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  2. Jaqueline, socorro!!! Quero uma aula de Geografia pra entender onde a Grécia, Itália (especificamente Roma) e Turquia ficam. Porque é muito difícil a gente se localizar lendo esses textos. Afinal Homero nasceu nasceu numa região que hj pertence a Turquia? Mas odisseia e Ilíada descrevem eventos principalmente na Grécia continental??

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  3. Ao ler o texto, vou percebendo uma certa diferença que o autor expõe sobre os dois poemas. Imagino que a Ilíada era lida aos "homens ricos e poderosos [...]" (P. 15) mostrava a importância dá guerra, já a Odisseia, os maravilhava com suas histórias fantásticas, eram "uma reflexão sobre a função do Aedo [...]" (P. 18), como forma de esperança.
    Dickson Soares

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    1. Se diziam escolhidos pelos deuses. Eles explicavam o incompreensível, e justamente por serem considerados "escolhidos" , eram inquestionáveis. Através de contos e poemas conseguiam aliviar o fardo das dúvidas​ humanas​ dá época. Traziam esperança, medo, conforto e controle.

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  4. Homero era um homem era descrito como uma pessoa cabeludo, barbudo e cego, a memória de um homem era considerado extraordinária quando não se tinha visão.
    Na ilha de Quios tinha uma pedra onde se recitava os poemas homéricos denominada pedra de Homero ou de mestre _escola.
    Os rapsodos seguia um rito, com gesto de oratória segurando bastão, e cantavam os poemas de seus antepassados. A Odisséia e a Ilíada eram destinados a serem recitados pra homens ricos, com poderes e coragem de enfrentar guerras; no século VIII as cidades já tem o poder de decisão do que queria desde ditar o que era importante pra esta população, a figura do rei já não era tão presente assim, ou apenas exercia apenas papel figuativo, pois os homens de posse já tomava a decisão, é de governa de forma que se quisesse. E se dirigia a musa, filha da deusa Memória sendo a depositária das poesias. Aquiles, considerado o único herói por excelência capaz de cantar, também considerado o melhor dos aqueus. E na Odisséia se concretiza de forma contrária os aedos se multiplica, sendo uma reflexão, capazes de reproduzir sem quase variantes as epopéias puramente orais. Wemis Santos

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    1. Então... existiu um Homero ou um "conjunto de Homeros"?

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  5. Jack? Socorro! Qual a diferença entre rapsodo e sendo??

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    1. . AEDO é, em suma, um cantor, porém também esse compunha. Cantava poemas homéricos tocando um instrumento de corda chamado Phórminx.
      . RAPSODO é um contador de histórias que se dizia descendente de Homero.
      Você pode encontrar a resposta para RAPSODO, no 2º parágrafo, da página 14, inclusive sua descrição física. Já o AEDO, você pode encontrar no 4º parágrafo das páginas 14 e 15.
      Belê!? Abraços!

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    2. Tanto o aedo como o Rapsodo são inspirados por alguma divindade?

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  6. Ao ler o texto percebo que há um questionamento sobre a existência de Homero e sobre suas diversas personalidades tendo como base a existência de um Homero na Ilha de Quios e a outra que Homero era um Aedo. Por sua escultura ser de um homem cego acredita-se que os antigos o consideravam assim porque para eles a memória de um homem cego era tida como extraordinária, observando assim a confiança e o valor que os antigos depositavam na memória de um homem.
    Jaíse Sousa Teles

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    1. A Ilída e a Odisseia são fruto da memória de Homero?

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    2. Sim pois naquela época as histórias eram contadas verbalmente e decoradas... A Ilíada retratando a guerra de Tróia já a Odisseia vem depois mostrando a volta Ulisses para a Grécia Antiga retratando suas aventuras.

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  7. Segundo o autor Pierre "Homero [...] era, um aedo"(p.14) e autor das obras a Ilíada e a Odisseia poemas dos quais "eram destinados a serem recitados para um auditório de homens ricos e poderosos"(p.15). " No canto VI da Ilíada, o herói Glauco,[...] conta ao herói aqueu Diomedes a historia de seu antepassado Belerofonte. [...] Belerofonte fora enviado ao palácio de um rei da Lícia [...] com uma mensagem, que continha sinais assassinos"(p.17). Assim a Ilíada tem um caráter de ser um poema de guerra, carregando mensagens de morte. Já a Odisseia é "uma especie de reflexão sobre a função do aedo, sobre a sua grandeza e os perigos que ele pode representar"(p.18).

    Ynglid Sena

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    1. O Odisseia aborda somente acerca sobre a função do aedo? É isso que nos diz somente Vidal-Naquet (2002)?

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  8. Impossível não ser preenchido pelo fascínio que o nome Homero exerce sobre nós. Desde as lendárias histórias sobre a sua vida passando pela especulação do onde ou o talvez do quando e como ele nasceu ou existiu, todos nos maravilhamos com esse personagem. Mas no texto do Vidal Naquet não encontramos algo que diz realmente quem foi Homero, só sabemos que esse mistério perdura por 3.000 anos. O poeta que se imagina ter criado a primeira obra literária do mundo ocidental é um enigma. Avançando em outras referências nos perguntamos se ele mesmo que escreveu a Ilíada e a Odisséia. Ou cada um foi escrito por um Homero? Ou foi alguém que também se chamava Homero que escreveu e não a pessoa cabeluda, barbuda e cega do busto que nos é tão familiar? Busto esse que não se trata nem ao menos de um retrato. Como cita Vidal-Naquet (1930) o busto de Homero data da época romana, e provavelmente ela tenha sido inspirada em um modelo do século V antes da era cristã. Considerando a opinião geral de que os dois poemas épicos datam do século IX a. C. ou já do século VIII, como poderíamos acreditar que esse busto cabeludo, barbudo inspirado num modelo do século V a. C. seria Homero? E os poemas, não é uma coleção de contos que de alguma forma se reuniu num período que nós agora associamos com alguém chamado Homero? Difícil saber quem foi Homero. Tudo o que sei é que estou fascinado pelo que ele, eles ou aquilo oferece. Os aspectos tenebrosos ou evidentes que os poemas oferecem são uma fonte de prazer e assombro. Seja quem for, se ele produziu, produziu uma era heroica em suas obras, uma época de reis guerreiros e navegadores corajosos de uma civilização dourada. Na ilíada o drama trágico, na odisseia o romance e o herói aventureiro. Homero oferece dois livros que para a civilização grega seguinte, a Grécia de Sócrates e Platão, a história começa com eles.

    Vagner S. Guimarães

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    1. O que Vidal-Naquet (2002) nos fala acerca das escavações arqueológicas do muro de Tróia?

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    2. que tais escavações foram provenientes do desejo de Schielman de exumar os lugares evocados nos poemas homéricos. Os achados deram força àqueles que pensavam ter descoberto o mundo de Agamemnon e Ulisses, mas parece que os monumentos encontrados não foram suficientes pra desconstruir a figura enigmática que é Homero.

      Vagner

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  9. JACKELINE DANTAS
    Na leitura, pude perceber que a Ilíada fala todo o momento de heróis e guerras com muita ação; onde os deuses influenciavam as pessoas que estavam; lutando umas com as outras ,fala também sobre o que é certo o que é errado dentro do seu próprio conceito sobre a famosa "Guerra de Tróia",(p. 24) .
    Já a Odisséia é mais um poema de Aventura com poucos combates ( lutas e sangue ) ,cheia de personagens fantásticos que é onde começa a história que o Homero conta entre Ulisses ,odisseu e suas aventuras com deuses ,ciclopes, sereias e outros seres .(p.35 ) Além de seus romances com as deusas, e uma delas é a deusa Calipso onde Odisseu; fica preso numa ilha ,(p.34 ) a qual fica por muitos anos .Calypso oferece a Ulisses além do seu leito uma "naturalização divina" ou seja a"eternidade" mas ele se recusa (p. 34), porque ele ainda ama sua querida esposa Penélope e sonha em voltar para casa mas ,o que eu achei mais interessante é que mesmo amando Penelope e rejeitando a "eternidade"ao lado de calipso ele (Odisseu) trai a sua esposa com ela ,(Calipso),(p.34 ).
    A Odisséia é basicamente um romance de aventuras (p.34), ao retornar para casa o Odisseu conta as histórias de tudo que aconteceu com ele durante os anos de sua ausência,"relatos repetidos por Ulisses disfarçado sua esposa",( p.32).

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    1. Jack... E por que a "infidelidade" de Odisseu chamou a sua atenção?

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    2. Porquê de acordo com a época que o Odisseu viveu a traição no caso de uma mulher resultaria em morte...mas no caso de um homem o resultado era diferente...e se realmente ele à amar-se tanto a ponto de rejeitar a eternidade ele seria fiel assim como sua amada fez.

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  10. Este comentário foi removido pelo autor.

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  11. Como não se encantar com tão bela poesia, que é descrita sobre a historia da Odisseia e a Ilíada, obras do grande Homero. Incrível é a analise que o autor faz da historia de, Homero, ou no caso, varias pontos de sua conhecidíssimas historias. Quando se fala de Homero, logo a ele , são associadas as suas obras, Odisseia, e Ilíada. Interessante é a analise que o autor primeiramente faz de Homero e um pouco de sua historia e como esta pode realmente ter influenciado na autoria de suas obras.Tanto a veracidade da historia do próprio Homero, quanto a de suas obras, são questionáveis, principalmente por haver pontos bastante controversos, ou que não se teve como provar. Talvez possa ter existido, um, dois, três, ou vários Homeros, mas ha verdade é que estas obras são atribuídas a Ele quase que unanimamente. Varias personalidades bastante conhecidas, eram admiradores do grande Homero, como por exemplo o sultão Maomé II. Durante a Império de Alexandre, o Grande, a cultura grega foi bastante propagada, e difundida em todo o império, e isso fez com que a a cultura e as tradições gregas fossem bastante conhecidas entre vários povos. Enfim, concluindo, fica a pergunta no ar, quem realmente era Homero, e a Ilíada e Odisseia, foram jornadas reais enfeitadas com elementos religiosos e culturais, ou eram somente uma historia sem nenhum fundamento verídico? Um exemplo claro de controvérsia, é a guerra de troia, que é citada pelo autor, e que ate hoje não se chegou a conclusão aonde realmente se localizava esta troia citada em Ilíada. Será que esta guerra realmente ocorreu, a Iliada e Odisseia são historia verdadeiras, mas com elementos mitológicos? Quem realmente foi Homero, realmente? Perguntas essas que fazem pensar.

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    1. Como uma obra tão volumosa e cheia de detalhes perdurou em uma sociedade com tradição oral?

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    2. Assim como na cultura judaica, que durante centenas de anos, passava sua cultura e tradições dentro dela, de geração em geração, era devido a importância dada a essa obra. Quanto mais importancia é dado a obra e seus detalhes, maior vai ser a preocupação em mante-la fiel, pois durante todo o tempo que passou esta obra foi considerada sagrada por muitos, e isso permitiu que fossem ao máximo transmitida, com uma fidelidade quase que impecável. Não era só uma mera estória para muitos, mas era tida na verdade como sagrada, e isso fazia com que tentassem ao máximo ensinar e transmiti-la de maneira fiel.

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  12. Em alguns poemas do Homero, certos acontecimentos contados por ele nos seus poemas não existiram, alguns podem ser fruto da sua imaginação ou até mesmo ouviu nas tradições orais, como citou "NAQUET, Pierre Vidal, p.29", por exemplo, o exercito coberto de bronze que foi completamente imaginário, assim como o muro construído pelos Aqueus. Outro fator observado são alguns objetos que são citado nos sus poemas, tais artefatos segundo alguns arqueólogos já não existiam quando foram contados por Homero nos seus poemas.

    Lavínia Oliveira

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    1. Por que Homero descreve um exército com armadura feita de bronze? Por ser "imaginário", esse exército não existiu efetivamente em algum momento da história grega antiga?

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  13. Vidal-Naquet faz uma síntese de análise dos poemas de Homero, a Ilíada e a Odisséia. Poemas compostos e cantados por aedos acompanhado de instrumentos de cordas para homens ricos e poderosos.
    A Ilíada narra as lutas entre gregos e troianos na Guerra de Troia. Dando continuidade Homero cria a Odisséia que narra o retorno de Odisseu (Ulisses) da Guerra de Troia.
    É possível notar-se grande anacronismo no texto, pois a contradições entre o tempo vivido e o que foi revelado nos poemas por Homero, narrando várias histórias, tragédias e heróis ao longo dessa viagem.
    O autor questiona-se sobre a existência do poeta Homero, como também sobre a sua cegueira, pois, os gregos acreditavam que os homens sem visão tinha a memória incrível. Então seus idolatras o classificou como cego por conta dos seus magníficos poemas.

    Rayanne Sena

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    1. Só os homens ricos e poderosos ouviam dos rapsodos a Ilíada e a Odisseia? Taís poemas não eram utilizados na educação dos gregos?

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    2. Segundo o texto a ilíada e a Odisseia “eram destinadas a serem recitados para um auditório de homens ricos e poderosos” (p. 15), destinados não exclusivos, pois, os poemas eram recitados em praça pública.
      Sim, os poemas eram utilizados na educação dos gregos, eles forneciam exemplos de virtude e heroísmo a serem seguidos. Pois, na antiga civilização grega o que eles mais preservava na formação do cidadão era se espelhar nos grandes modelos, e o modelo homérico era um grande exemplo a ser seguido, que expressava virtude, habilidade e coragem, principais características para a ação da vida prática grega.
      Rayanne Sena

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  14. Gliciane dos S. Costa18 de março de 2017 13:14

    No texto traz que ao ver o busto de Homero do século V a. C, as pessoas respeitavam muito por ele ser um poeta cego, muitas cidades da Grécia Asiática disputavam seu local de nascimento, as pessoas o admiravam tanto que na ilha de Quios haviam pessoas que diziam ser descendentes de Homero chamados homéridas;
    No texto foi apresentado o que era um rapsodo e que o mesmo fazia, o autor mostra que o rapsodo Íon de Éfeso convivia com Homero, por sabia os poemas homéridos, a Ilíada que veio primeiro e depois Odisséia. Deixa bem claro que Homero era um aedo (cantor) e não um rapsodo;
    Foi no século VIII um momento importante na história do mundo grego e mediterrâneo em geral, que se iniciou a vida em sociedade, a pólis uma espécie de homens livres de ordens de reis. Também foi neste século que emigrantes tinham o objetivo de fundar colônias;
    Outro ponto é que os poemas Ilíada e Odisséia eram recitados em auditórios de homens ricos poderosos que andavam sempre armados;
    No século VIII não havia imprensa e nem gráficas, mas foi em 1488 que pela primeira vez os poemas homéricos foram impressos em Florença, na Ítaca;
    No início da Ilíada e Odisséia o poeta fala de uma divindade, a Musa que sabe tudo e tudo expressa e os aedos se multiplicam já na Ilíada diz do único herói capaz de cantar acompanhado de uma cítara é Aquiles. Os aedos tinham a capacidade, em poucos anos, reproduzir, cerca de sem variantes, as epopeias orais. Assim existia uma forte ligação entre a fixação dos cantos épicos e o desenvolvimento da escrita alfabética fenícia adotada pelos gregos 900 a. C. Daí vem à ligação de Homero com a leitura, pois ensinava jovens gregos a lerem por isso era considerado pelos gregos um poeta por excelência;
    A Odisséia reflete a função do aedo, diz sobre sua grandeza e os perigos que ele pode representar;
    Um dos destaques deste texto é quando Homero autor desses dois poemas épicos quis pintar uma sociedade antiga, no canto II, Ilíada era uma espécie de quadro geográfico do mundo micênico, sendo duvidoso. A constatação que é da Grécia asiática de onde Homero era originário, e que está ausente na Ilíada.

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    1. KÁTIA VIRGÍNIA DOS SANTOS CRUZ

      Sobre a Pequena história de dois poemas, inicio afirmando que, para mim, ela desperta grande interesse, aliado a uma complexidade na leitura e entendimento da mesma, a começar pela representação de Homero que não é tão fidedigna assim! Diante da mitológica figura do poeta barbudo e cego, e embasada pelo texto do VIDAL-NAQUET, Pequena história de dois poemas, faço aqui algumas observações sobre o texto.
      O nascimento de Homero é disputado por sete cidades...Sete: duração de um ciclo, número cabalístico que representa, entre outras coisas, a aproximação do homem com Deus e também, a Perfeição e a totalidade do Universo.
      Na ilha de Quios, havia os Homéridas, supostos descendentes de Homero e que constituíam grupos de Rapsodos, poetas que cantavam os poemas do pretenso antepassado. Em um vaso ático do século V a. C., podemos vê-los retratados.
      Plantão, em um dos seus diálogos, põe em cena o seu mestre Sócrates, dirigindo-se a um dos rapsodos,
      Íon de Êfeso, que vivia com Homero, sabia, de cor, os dois enormes poemas Ilíada e a Odisseia.
      Homero é um aedo e não, um rapsodo. Um aedo compunha e cantava poemas homéricos, auto-acompanhado por Phórminx, pequeno instrumento de cordas.
      Quanto à época em que viveu Homero, é dito que viveu nos derradeiros anos do século IX a.C. ou já do século VIII, quando se consolida uma forma original de vida em sociedade, que é a Pólis.
      A primeira vez que foram impressos os poemas homéricos, foi em 1488, em Florença, na Itália. O idioma redigido
      descansa entre dois dialetos, o Jônio e o Eólio. falados, sobretudo, na Ásia Menor, Turquia hoje.
      São 26 mil versos, na forma de hexâmetro dactílico. Cada verso é formado por seis medidas (hex= seis, e métron= medida, ambos em grego), e cada medida, composta por uma sílaba longa e duas breves (dactílo), ou duas longas (esponeu).
      Aluna "eterna" de teclado, achei interessante saber que pode-se utilizar, para as duas primeiras sílabas de Homero, as notas musicais Sol e Lá, respectivamente.
      Os poemas Ilíada e Odisseia tinham um público-alvo: homens ricos e poderosos, capazes de ir à guerra, armados da cabeça aos pés. No início dos dois poemas, o poeta dirige-se à divindade Musa, que tudo sabe e pode expressar: "Canta, ó deusa, a cólera de Aquiles, filho de Peleu...", "É sobre o homem das mil astúcias [Ulisses] que tu, ó Musa, deves me dizer...". As Musas, filhas da deusa Memória, são depositárias da poesia. Na Ilíada, o único herói capaz de cantar, tocando uma cítara, é Aquiles. Na Odisseia, os aedos se multiplicavam. O poema Odisseia reflete sobre a função do aedo, sua grandiosidade e perigos que possam representar.
      Os jovens gregos aprendiam a ler com Homero. Os textos eram apresentados na forma de rolos, em latim, Volumina, e podiam ser feitos de papiro ou pergaminho, pele de carneiro curtida e preparada. Ilíada e Odisseia são a base da cultura ocidental e surge bem cedo a preocupação em estudá-las de maneira crítica.
      O grego se tornou a língua de cultura do Mediterrâneo e do Oriente. Nenhum rolo de papiro resistiu intacto ao tempo. Foram encontrados apenas fragmentos, os mais antigos, remontando ao século III, a.C..Uma invenção permite salvar uma parte da literatura grega: o codex, que sucedeu o rolo. Livro em forma de brochura.
      Tanto Ilíada, quanto Odisseia, levam a marca de um autor "monumental"!

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    2. Gliciane... por que se evocava a Musa antes da citação da Ilíada e da Odisseia?

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    3. Kátia... então você está nos dizendo que a Ilíada e a Odisseia, eram cantadas pelos rapsodos?

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  15. Um homem cujo, não se importara se ele era cego ou não, já que sua mente era brilhante, tornando isso até mais um atributo. Homero era um aedo, em que seus poemas eram cantados acompanhado de algum instrumento, diferente dos rapsodos em que só cantavam poemas. No desenrolar de dois poemas, a Ilíada e Odisséia, em que ele utilizava a sua imaginação para recrear o seu próprio mundo, com seus heróis e deuses, como o Ulisses, da Odisséia, o herói em que ajudava seus companheiros, em uma trama de perigo e aventura. O autor analisa a importância do Homero e as lendas que o cercavam.
    Lorrany Oliveira

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    1. No primeiro parágrafo da página 13 "Mas não se trata de um retrato", penso que se diz, ali, claramente que Homero não era exatamente assim ou seja, daquela forma física representada naquela escultura. A cegueira representava sua "extraordinária memória".
      No pensamento dos antigos, por exemplo, o fato de uma pessoa não poder ver, obrigava-a a guardar em sua memória vários eventos e acontecimentos, já que esta não possuia a capacidade, por motivos de sua deficiência visual, de escrever. Um computador com uma alta memória de armazenamento.
      A vasta memória, ou popularmente falando: "memória de elefante", é, no meu parecer, uma das maiores características dos aedos, sendo Homero o maior de todos eles.

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    2. Iorrany... o fato de Homero ter "uma mente brilhante" era um mérito exclusivo dele?

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    3. Kátia... realmente Homero era detentor de uma vasta memória? E os rapsodos? E os outros gregos não recitavam esse poemas também?

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  16. De acordo com o autor, existem muitas histórias sobre a vida de Homero, em grande maioria lendas. Mas podemos considerar um aspecto interessante a ser abordado que é a sua “cegueira”, já que para os povos antigos, a memória de um homem era excepcional quando ele era desprovido da visão, pois assim, a imaginação ia além das situações cotidianas. Com isso Pierre Vidal-Naquet retrata as obras de Homero, Ilíada e Odisséia, na qual a Ilíada retrata sobre os acontecimentos da guerra de Tróia e a Odisséia retrata sobre a figura do aedo, sobre a sua grandeza e os perigos que ele pode representar. Os aedos eram capazes, com um intervalo de poucos anos, de reproduzir, quase sem variantes, as epopéias puramente orais. Quando lemos a ilíada e a odisséia, não podemos esquecer que esses poemas eram destinados a serem recitados para um auditório de homens ricos e poderosos, capazes de ir à guerra armados da cabeça aos pés.

    Carlos Henrique S. Gois

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    1. O que fazia os rapsodos reproduzirem os poemas homéricos quase sem variantes? E a população grega quando recitava algum trecho dos poemas faziam variações bem visíveis e grotescas não eram censurados por ninguém?

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  17. As minhas primárias notas acerca do texto acima exposto, nos leva a algumas conclusões. A “ilíada “e a “odisseia” são obras literária épicas e autor nessa obra as utiliza como fontes primarias, visto que existem várias histórias, tragédias nesse entre outras abordagens, ficam evidentes que os gregos viviam cercados de fatos a serem narrados e de imagens desses conflitos.
    É com “Homero” que os jovens gregos aprendiam a ler, ou seja, é o Homero o percussor da leitura e escrita no ocidente. A ilíada por exemplo “é uma reflexão humana em relação ao mundo divino”, já a Odisseia: é uma temática entre dois personagens: o Telêmaco e Argo e uma reflexão sobre a função do Aedo e seu trabalho”.
    E por fim dentre as páginas iniciais dessa obra nota-se que Homero conta um pouco dessa Grécia que o influenciou a criar a suas memoráveis escrituras, daí surge seus clássicos : A ilíada e a odisseia.
    Thatieles Almeida Oliveira

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    1. Homero criou sozinho tais poemas? Então tudo que está ali não passa de narrativa literária fictícia?

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  18. Mesmo Homero sendo cego, um aedo, destituído de ser um historiador segundo o autor (pág.32)e também não era geógrafo que era conhecido historicamente como cientistas autor de mapas, e segundo alguns historiadores Homero seria um personagem lendário. Por que mesmo assim havia interesses de algumas cidades gregas, uma disputa pela sua naturalidade?
    Manoel vitor

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    1. Por que as cidades gregas consideram os poemas homéricos tão importantes? Acredito que essa pergunta se respondida primeiro... elucida talvez o questionamento que você fez acima.

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  19. O texto fala sobre um o homem descrito Como, cabeludo,barbudo e cego,e segundo vidal uma pessoa que era cego se mostrava com maior habilidades e potencial daqueles que o tinha.
    Quios uma ilha na qual se tinha uma pedra cujo nome se chamava pedra de homero, onde muitos se recitavam poemas mas somentes quem poderia fazer a mesma seriam homens ricos e de grande poder.Nesse mesmo tempo os reis nao mas governavam diretamente, eram aqueles que tinham posses que tomavam as decisoes.
    Ja a odisseia que de uma forma especifica concretiza os fatos e o aedo cresce em reflexao e se reproduz. Daiane alves Rodrigues

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    1. Você desconfia por que Homero talvez seja descrito como possuidor de uma preponderante barba?

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  20. Entendo que o autor, nesta obra, realiza uma análise dos poemas homéricos, a Ilíada e a Odisséia, como fontes históricas primárias. São encarados como obras literárias de uma época, sendo representantes do contexto histórico em que foram produzidas, uma vez que Vidal-Naquet tenta desvendar nas entre-linhas dos poemas algumas informações das pólis gregas. Há momentos em que são apontados anacronismos, a diferença entre o tempo que foi relatado e o tempo que foi vivido por Homero, resultando em uma mistura do passado e do presente em seus épicos. Inicia sua obra relatando sua infância na França, antes da Segunda Guerra Mundial, narrando seu primeiro contato com as epopéias de Homero, a Ilíada e a Odisséia, no qual diz ser Homero o poeta fundador da literatura ocidental, carregado de histórias sobre o povo grego e sua literatura. Assim, a tese de Vidal-Naquet apresenta uma síntese das principais questões relacionadas à identidade de Homero e à Grécia Antiga, tentando situar seus leitores no contexto da origem dessas obras, tanto no espaço como no tempo.

    José Augusto Nascimento Filho

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    1. Então... Podemos utilizar então os poemas homéricos como fonte histórica?

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    2. Sim pois eles mostram como era a civilização grega naquela época em que não se tinha registro escrito, e nos conta um pouco de como era a vida das pessoas, os hábitos e costumes, as formações sociais, etc.

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  21. É de se maravilhar de escritos fantásticos que foram a Ilíada e Odisseia feita por alguém relatado como um cego, Homero, entretanto com a mente brilhante pelo fato de desenvolver uma das mais importantes obras que existe. E dentro de uma dessas histórias relata a incrível aventura de um personagem que foi o Ulisses, sem receio algum em dizer foi o ponto que mais me chamou a atenção ao ler o texto de Vidal Naquet.
    O autor traz nessa obra detalhes importantes sobre a trajetória de Ulisses logo após a guerra que houve em Troia e as aventuras que ele passou na sua volta de volta pra casa. Ao se passar 10 anos em que Ulisses se deslocou de sua casa em Ítaca para a guerra em Troia, ele não imaginava tantas situações inusitadas que iria passar em seu retorno, com certeza não é fácil encontrar ciclopes comedores de homens, onde que, os seus marinheiros são devorados e também ficar preso na ilha de Calipso por vários anos esperando a deusa o libertar. Sem dúvida alguma essas duas situações foram uma das principais que Ulisses enfrentou até encontrar a sua amada Penélope após mais de 20 anos distantes.

    White Pereira Costa Junior

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    1. E o que a arqueologia fala acerca da existência de Tróia? Até ter a sua primeira edição impressa como eram transmitidos os poemas homéricos?

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  22. Bom, não terei tempo de colocar minha opinião sobre o capítulo do livro que lemos. Mas vejo muito daquela época no presente, como: o fato da classe bastada ser privilegiada em conhecimento [assim como estamos aprendendo na disciplina do professor Gilvani], a história sendo "cantada", assim como o nosso abecedário que era musicado para decorarmos com maior facilidade [coisa dos "antigos"], os mitos, as crenças, os temores etc.
    Meu tempo acabou, infelizmente.
    Boa noite!

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  23. O texto é envolvente e instigante, a ponto de conduzir o leitor a um conhecimento, vasto e ao mesmo tempo específico sobre pontos relevantes que tornam as obras de Homero interessantes> Falando inicialmente se sua pessoa física e especias que o torna convidativo para sua obra como, num adentrar em sua mente. Além, de nos trazer iluminações a cerca da preservação de suas obras ao decorrer do tempo. Como um objetivo claro de conduzir o leitor ao entendimento do tempo geográfico e histórico das obras de Homero. O autor trabalha com informações locativas que traçam uma navegação de amplo conhecimento acerca dessa obra.
    Raniere Freitas

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    1. Quais conhecimentos o estudo acerca dos poemas homéricos podem trazer a cerca da Grécia Antiga?

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  24. Peça desculpas por ter grafado inadequadamente, o nome Platão.

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  25. ROSE MARIE GALVÃO

    O historiador francês Pierre Emmanuel Vidal-Naquet é especialista em Grécia Antiga e usa como fontes primárias as obras de Homero (“A Ilíada” e a “Odisseia”), encaradas como obras literárias de uma época, sendo representantes do contexto histórico em que foram produzidas. Vidal-Naquet tenta desvendar em recortes dos dois poemas algumas informações da pólis grega. Há momentos em que são apontados anacronismos, a diferença entre o tempo que foi relatado e o tempo que foi vivido por Homero, resultando em uma mistura do passado e do presente em seus épicos. Assim, a tese de Vidal-Naquet apresenta uma síntese das principais questões relacionadas à identidade de Homero e à Grécia Antiga, tentando situar seus leitores no contexto da origem dessas obras, tanto no espaço como no tempo. Tendo em vista que existem várias histórias, tragédias, entre outras abordagens, fica evidente que os gregos viviam cercados de fatos a serem narrados e de imagens desses conflitos e, desta forma, discute-se a relação dos textos de Homero com a realidade histórica. Vidal-Naquet tentar compreender se Homero realmente existiu como um único poeta. Ele questiona a existência do poeta Homero, como também seu caráter de ser cego. Os gregos tinham a crença que os homens sem visão tinham a memória mais forte, e os idolatravam como depositários e contadores de história. A autoria das obras atribuídas a Homero é muito questionada, e Vidal-Naquet teoriza as múltiplas identidades de Homero, a partir de duas formas: a primeira é que na Ilha de Quios existia um grupo de pessoas que se denominam “homéridas” (indivíduos que acreditam ser descendentes de Homero), que eram rapsodos; a segunda é que Homero era um aedo. Decerto, Naquet chama à atenção para o fato de que a Ilíada e a Odisséia eram obras para serem recitadas as elites gregas, dentro de um auditório, e não terem as mesmas características para serem escritas por um só poeta e sim por uma junção de poetas de um mesmo contexto intelectual. O autor, nesta obra em específico, compara as semelhanças e divergências entre esses poemas de Homero, pois são visões totalmente diferentes. Assim, verificamos os resultados, resumidamente: - Ilíada: é uma reflexão sobre a condição humana em relação ao mundo divino, tem o caráter de ser o poema de guerra contra os processos de paz, valoriza a “bela morte”, e tem a integração do tempo interior na narrativa, que se faz no cerco de dez anos, porém não há na história a presença de nenhuma criança desta idade e ninguém envelhece. A Odisseia: origem da Literatura, é uma reflexão sobre a função do aedo e seu trabalho, tem a temática de poema da paz, prega a “arte da sobrevivência”. A presença da temporalidade da narrativa aparece em dois personagens: Telêmaco (filho de Ulisses) e Argo (cão de caça de Ulisses). O trabalho de Vidal-Naquet, incorpora descobertas arqueológicas, principalmente de Heinrich Shliemann. Este arqueólogo em suas atividades descobre o Tesouro de Príamo em 14 de julho de 1873, onde encontra as joias de Hécuba esposa deste rei, e em 1876 descobre Micenas, juntamente com um conjunto de tumbas reais em forma de fosso. Vidal-Naquet faz referencias as dificuldades de se trabalhar com os resultados de descobertas arqueológicas e os ligarem as epopeias, já que os próprios arqueólogos afirmam que, alguns objetos descritos por Homero já haviam desaparecido completamente na época em que ele compôs seus poemas, como as armaduras de bronze para um homem que viveu na época do ferro. Assim temos o problema de saber se o poeta realmente viu os objetos, se apenas leu relatos sobre, ou descobriu pela tradição oral.

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  26. A tradição oral é confiável enquanto fonte histórica?

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