segunda-feira, 13 de março de 2017

Fonte Fecunda

Alunos do 4º semestre do Curso de História (UNEB/Eunápolis, 2017.1) que cursam a disciplina Laboratório: História, literatura e quadrinhos, logo abaixo se encontra o capítulo em PDF que vai nortear a nossa discussão:

FERREIRA, A. C.. A fonte fecunda. In:PRINSKY, C. B.; LUCA, T. R. de (orgs). O Historiador e suas fontes. São Paulo: Contexto, 2015, p. 9-28. 


*Observações:
  • Não esquecer de incluir ao final de seu comentário o seu nome.
  • A discussão ficará disponível no blog até 18/03/2017 (sábado) às 23:59 h.

24 comentários:

  1. Ferreira, em seu texto A fonte fecunda, aborda a utilização da literatura como fonte histórica, destaca os cuidados em que os historiadores têm que possuir ou empregar a fonte literária. No início as mesmas eram utilizadas por pesquisadores que estudavam a antiguidade, pela carência de registro histórico, a dificuldade de conseguir material para analisar, fez com que os historiadores procurassem outras fontes, chegando assim nas observações dos registros literários. Ressalta que toda obra literária é concebida a partir de influência vivenciada pelo autor, sendo assim, através dela poderemos observar aspectos sociais, culturais, econômicos e outros. Chama atenção para que o historiador possa compreender melhor a fonte literária, é de grande importância que busque conhecer o passado (a história) do autor e da obra, onde viveu, em que período foi realizada, o conhecimento sobre a obra literária no tempo de sua criação, ou seja, como foi sua aceitação pela sociedade da época.

    Rubens

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    1. Como assim?? A Literatura é influenciada pela vivência do autor?

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  2. O capítulo trás o debate acerca da utilização dos textos literários enquanto fontes históricas, fazendo a principio uma abordagem que trata da relevância das mesmas devido a aspectos sociais e culturais as quais tais textos abordam. Nessa perspectiva, trás uma reflexão sobre quais os métodos devem ser utilizados, e quais os cuidados ao analisarmos esse tipo de fonte histórica. Ainda, ressalta a procura pela diferenciação entre o que é História e o que é Literatura, nesse sentido, através de minha interpretação pessoal a diferença entre as duas permeia o campo da imaginação, na Literatura o uso da imaginação para complementação de acontecimentos, ou mesmo para torná-los mais interessantes é comum, já no campo histórico, a imaginação não é comumente aplicada já que os historiadores buscam lidar com os fatos reais e buscam sempre uma melhor forma de descreve-los de forma fiel além de problematiza-los. A utilização da Literatura enquanto fonte é uma prática comum aos estudiosos da História Antiga, pela falta de outras fontes escritas oficiais da época. O autor aponta também que a interpretação das fontes será inevitavelmente influência pelas vivências do autor, pois segundo Marc Bloch, o homem é fruto do seu tempo e meio.

    Discente: Caroline Nascimento de Souza

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    1. Por que a resistência de alguns pesquisadores em reconhecer a literatura como possível fonte de pesquisa histórica?

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  3. No texto a Fonte Fecunda de Antonio Ferreira (2015) é problematizada a literatura enquanto fonte histórica e aborda também a relação e distinção da História e da Literatura. O autor destaca que somente no século XX, com a Escola dos Annales que as narrativas literárias passam a serem consideradas fontes no campo da História, ampliando as possibilidades de compreender aspectos sociais, econômicos, ultrapassando os registros em documentos oficiais. Se alargando depois a utilização da literatura para analisar também aspectos culturais. Associado a isso, Ferreira (2015) aborda a construção histórica da literatura e sua utilidade, que permite uma relação com o imaginário até sua produção de maneira ideológica e crítica da realidade. Mas que em sumo, a literatura como arte produz um jogo da realidade e ficção que não se compromete com a busca da realidade dos fatos. A História na busca da realidade dos acontecimentos utiliza a literatura como fonte histórica, pois se constitui de elementos que possibilita a compreensão dos sujeitos envolvidos no contexto histórico, elemento do período histórico da sua produção, motivos da sua legitimidade, até analisar quem são os sujeitos adeptos a tal literatura, compreendendo os aspectos sociais, econômicos, políticos e culturais. Assim, as narrativas literárias se constituem como um universo de informações sobre o passado histórico, onde o ofício do historiador é investigar os aspectos aceitáveis que compõe o período analisado, na busca de vestígios que o aproxime da realidade e o professor de História pode utilizar da literatura em sala de aula para uma metodologia interdisciplinar, elaborando uma nova proposta onde as narrativas literárias contribuam para ressignificar o conhecimento dos estudantes.

    Discente: Larissa Cruz.

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    1. De que maneira as narrativas literárias fornecem informações acerca do passado histórico?

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  4. O capítulo analisado, Fonte Fecunda (FERREIRA), nós convida há uma reflexão acerca das diversidades de fontes, conduz ao questionamento do que de fato é fonte, lança a problemática das diferenças e relações entre a narrativa histórica e a narrativa literária. Bem como elucida sobre a legitimidade do objeto de estudo, que deve levar em conta a natureza política, econômica, cientifica e social. Ferreira aborda a despeito do uso da literatura na atualidade considerado como fonte, mas que em certo período essa aceitabilidade não era tão simples. Com a Nova História passou a conceber uma grande variedade de fontes históricas, a História Cultural traz uma conexão em diferentes áreas do conhecimento, possibilitando a junção de História e Literatura, bem como a utilização da literatura como fonte histórica. O autor coloca em evidência o papel do historiador em que o método de seu trabalho irá depender da problemática que leva a investigação independente da fonte que será analisada.

    ATT: Luciara dos Anjos.

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    1. Quais são as outras áreas do conhecimento que a História Cultural dialoga?

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  5. Antônio Celso Ferreira realiza uma discursão do conceito fonte, literatura e como deve ser empregada pela historiografia. Ferreira coloca quando e como a literatura passou a ser percebida enquanto uma fonte histórica, visto que antes os textos literários, não eram considerados enquanto documentos históricos. Destaca ainda o quanto importante foram Lucien Febvre e March Bloch, que bateram de frente contra a historiografia politico-factual da Escola Metódica, apresentando uma História-problema, que tinha como foco as experiências humanas.
    O autor abordar a questão da literatura como uma fonte histórica, realizando um debate a cerca de como a mesmo deve ser trapalhada, sinalizando bem como os historiadores devem manusear a fonte literária em sua pesquisa, pontuando a importância da metodologia a ser utilizada. Ressaltando o quanto literatura é fundamental para uma melhor compressão das relações humanas em seu tempo.
    Discente: Josiele S Cruz.

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  6. Ferreira em seu texto: A fonte Fecunda, discorre sobre a relação da Historia com a literatura, que foi e ainda é nas ultimas décadas, motivo de acaloradas discussões historiográficas, discussões estas, que integraram a literatura ao repertorio das fontes históricas. No que diz respeito a reflexão teórica, o autor elucida o devido tratamento que deve ser dado as fontes literárias na pesquisa histórica a partir de um apunhado de orientações a cerca destas fontes, dando ênfase nos textos em prosa.
    A historia das mentalidades, foi um dos precursores da sistematização da literatura enquanto fonte histórica, essa preocupação surge no século XX na primeira geração da Escola dos Annales, notadamente com Bloch e Febvre, essa abordagem amplia o rol de fontes históricas ao abarcar diversos gêneros literários.
    A partir da analise da literatura, é possível enxergamos alguns valores políticos, sociais, religiosos, etc. exposto pelo autor, de modo que as possibilidades de trabalho com a fonte literária são quase imensuráveis, fazendo com que o historiador seja critico ao analisar tais fontes do discurso literário. Por fim, as fontes literárias apresentam profundas raízes históricas.

    Polyandra Neves

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    1. Como o historiador pode ser crítico ao analisar uma fonte do discurso literário?

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  7. Antônio Celso Ferreira nos apresenta primeiramente não só a definição do conceito do que seria fonte, como também sua evolução e renovação, ao decorrer do tempo, e para expor isso ele faz uma analise que perpassa desde o período da Escola Metódica francesa que considerava como fonte apenas documentos oficiais, ao período onde passou a ter a expansão do repertorio de fontes históricas agora incluindo as fontes literárias e outras fontes artísticas, inclusive Ferreira sinaliza a grande importância que os historiadores ligados a revista dos annales tiveram nessa dilatação do arcabouço de fontes.
    Ferreira também discorre sobre o fato da Escola dos annales ter puxado a pauta de uma historia-problema com enfase nos processos sociais e econômicos, onde por consequência surgiu a nescidade da interdisciplinaridade para tornar as pesquisas mais informativas e completas. E Ferreira continua sua analise até os meados de 1970, onde temos a nova historia que dilata ainda mais o arcabouço de fontes históricas.
    Por sequencia Ferreira alerta que quando um historiador for aborda uma fonte literária é importante está atento ao tipo de gênero que a obra literária possui para que assim possa lidar melhor com ela tomando conhecimento sobre qual é o publico alvo da obra e a partir dai olhar a fonte por cima de tudo e não acabar sendo seduzido pelo gênero.
    Ferreira ainda enfatiza que a historiografia não possui uma metodologia ou teoria exata para aborda a fonte literária porém apresenta algumas sugestões para realizar tal abordagem.
    Discente: Lucas José da Silva Tavares.

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    1. De maneira o fato de conhecermos o público alvo destinado à produção de uma obra literária, pode interferir na compreensão dos dados colhidos por um pesquisador?

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  8. Ferreira (2015) analisa a utilização de novas fontes pelos historiadores, ressaltando a importância da literatura para entender elementos culturais, sociais e subjetivos de determinado contexto e sociedade. Ferreira inicia historicizando o conceito de fonte e como a história se relacionou com esse conceito. Ao longo de séculos, a ideia de fonte estava intrinsecamente ligada a noção de verdade absoluta e de documento tradicional. A História utilizava o método das ciências naturais para entender o objeto de estudo.

    Com a revolução dos Annales, principalmente com o surgimento da Escola das Mentalidades, a História começa a se enveredar pela interdisciplinaridade. A Literatura passa a ser amplamente utilizada pela historiografia a partir do século XX, sobretudo no final da década de 90, devido a Nova História Cultural e a ampliação do uso de fontes. Uma das grandes inovações da ampliação da ideia de documento na década de 90 são é a utilização da literatura pra investigar aspectos socioculturais e políticos. Marc Bloch irá sinalizar que o historiador exerce uma crítica aos seus documentos, “Pois os textos ou os documentos arqueológicos, mesmo os aparentemente mais claros e mais complacentes, não falam senão quando sabemos interroga-los”. (BLOCH, 1997, p. 79).

    Vale ressaltar o romance Regresso da Rainha Nzinga (2012), escrito por John Bella a partir de fontes orais e escritas. A utilização da literatura como fonte histórica perpassa pela análise textual teórico-metodológica, isto é, pela crítica literária e teoria crítica, conforme conceitua Antônio Celso Ferreira. Vale destacar o contexto em que a narrativa é produzida. A Renascença Africana promoveu um grande desenvolvimento cultural, cientifico, social e econômico como forma de fortalecer a identidade africana e superar os estigmas do continente. Sendo assim, ao escrever sobre A Rainha Nzinga, Jhon Bella rompe com o paradigma sócio-histórico acerca da submissão imediata dos africanos aos portugueses. Nos anos 70, ocorre a independência dos países africanos. Com isso, surge a necessidade de construir narrativas sob uma perspectiva que não seja a do colonizador.

    Portanto, O método crítico exercido seria analisar não apenas a Literatura. Mas também seu processo histórico a partir de uma série de outras fontes, para compreender uma mentalidade coletiva.

    Referência

    BELLA, John. O regresso da Rainha Njinga. Braga: O cão que lê, 2012.

    BLOCH, Marc Leopold Benjamin,“Apologia da História, ou o Ofício do Historiador”; prefácio, Jacques Le Goff; apresentação à edição brasileira, Lilia Moritz Schwarcz; tradução, André Telles. – Rio de Janeiro: Zahar, 2001.

    FERREIRA, A. C.. A fonte fecunda. In:PRINSKY, C. B.; LUCA, T. R. de (orgs). O Historiador e suas fontes. São Paulo: Contexto, 2015, p. 9-28.

    Discente: Cíntia Lima

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    1. De que maneira uma obra literária reflete a mentalidade coletiva?

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  9. No texto a fonte fecunda do autor Antônio Celso Ferreira, encontramos uma análise sobre a importância da literatura com fonte de pesquisa histórica. Através dela é possível reconhecer a riqueza da diversidade cultural que compõe uma dada sociedade, partindo das experiências pessoais dos indivíduos que dela fazem parte. Ferreira salienta que os textos literários foram considerados pela historiografia como fonte de pesquisa a partir do início do século XX.
    Com o movimento de ampliação do conjunto das fontes históricas, a Escola dos Annales passou a considerar as singularidades das experiências humanas como resultado direto dos movimentos sociais colocando em evidencia o que seria chamado de história-problema, deixando de considerar apenas os fatores sócio-economicos como centro das pesquisas históricas e levando em consideração também os aspectos mentais das humanidade em seus vários períodos. Sendo assim, a história das mentalidades ganhou destaque e a literatura passou a ser reconhecida como uma fonte de pesquisa.
    No Brasil a relevância da literatura ganha importância como auxiliar nas pesquisas, principalmente na sociologia e em 1980 com o advento das novas linhas de pesquisa em história social e cultural encontra um celeiro fértil, produzindo trabalhos significativos. Ferreira nos chama atenção para a reflexão sobre o que é literatura. Segundo o autor compreende-se como literatura desde o século XIX, a atividade que inclui todas as manifestações escritas, sejam elas filosóficas ou científicas. Um dos primeiros pensadores a utilizar a literatura como fonte de pesquisa foi Aristóteles, que desenvolveu o entendimento do termo como “[...] representação ( ou imitação) do mundo.” (FERREIRA, 2015, p. 62).
    Desde modo, a literatura não representa o real, pois ela se utiliza de metáforas que “[...] representam a realidade, á semelhança de todo signo, mas representam-na deformadamente.” (FERREIRA, 2015, p.62). O historiador precisa levar em consideração a diversidade das formas literárias em seu tempo e situações que foram escritos, pois os gêneros literários estão ligados as condições sociais e históricas que formam o publico há que se destina a obra.
    Portanto o historiador ao utilizar a literatura como fonte de pesquisa deve confronta-la com outras fontes, que reforcem e possa se aproximar dos vários significados da realidade histórica que se quer pesquisar. O método a ser desenvolvido pelo pesquisador será sempre conduzido pelo objeto escolhido e o bom senso deve sempre prevalecer no desenvolvido da pesquisa histórica.

    Luana Grace Guerrieri Araujo – 4º semestre – Turma matutino.

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  10. Análise do Texto de Antônio Celso Ferreira, “A Fonte Fecunda”.
    Livro: In: PRINSKY, C. B.; LUCA, T. R. de (orgs). O Historiador e suas fontes. São Paulo: Contexto, 2015, p 9-28.


    O texto de Ferreira (2015) retrata muito bem, que no período do final do século XIX e inicio do século XX, a literatura apesar dos seus variados significados, tanto no âmbito social, político e econômico, que se modifica pelo tempos, antes menosprezadas, cheias de metáforas, se tornam aos poucos, como fontes de estudo para História em todos os segmentos, principalmente quando a “A Escola de Annales”, oriunda da França, se expande com os notórios historiadores como Luciano Febvre e Bloch, contra a prática da História tradicional, que não possui divisões, para um desenvolvimento dos estudos e das pesquisas interligadas com outros campos como Geografia, Sociologia e Antropologia e inclusive na área da literatura (FERREIRA, 2015, p. 62-63). Todavia, nada como sempre é fácil, quando existe oposição por parte de uma sociedade cheia de rótulos e preconceitos, como barreira na divulgação ou na aceitação, no entanto, a História Nova, se expande através dos historiadores, cuja historiografia se transformou vários segmentos, para que, os estudos sejam divididos de maneira uniforme dentro dos grupos , quando tratamos a sociedade, pode nos encaixar na história social ou das comunidades e a literatura, enquadrada na história das mentalidades, no estudo das suas linguísticas. Não indo muito longe, Ferreira cita a obra de Euclides da Cunha, “Os Sertões”, pelo seu texto “miscigenado”, onde a ficção da obra, como a realidade da situação de penúria dos nordestinos, principalmente, ascendeu ao país, durante o período da Guerra dos Canudos, que era desconhecida, pela maioria da sociedade privilegiada do Sul e Sudeste do país, que resistiu bravamente a várias expedições do exército, contra os miseráveis comandados por Antônio Conselheiro (FERREIRA, 2015, p. 66).
    Como na Europa, o Brasil caminha de maneira insípida, mas, com excelentes obras, apesar de possuir autores de grande qualidade e seus textos com uma linguística trazida aos poucos, ao âmbito social, principalmente no final do período do governo militar, no âmbito educacional, fora dos moldes determinados pelo sistema e atualmente, pela decadência do sistema educacional e da sociedade, cujas pessoas leem muito pouco e as tecnologias recentes não trouxeram tantos benefícios, mas, com a resistência de herói, vem crescendo, com ótimos escritores.
    A Literatura o que será realmente? Tantas definições, de variados segmentos sociais, como Ferreira comenta, que vários tipos de escritores de um importante político até um criminoso qualquer ou falando de sexo como tratando ser uma poesia ou comédia, (FERREIRA, 2015, p. 66-67), s obras se tornam homogêneas e trazendo material para estudos para qualquer área, inclusive os historiadores devem sempre verificar as ideias do texto e qual o segmento pode ser relacionado se existe fundamento histórico para estudo.
    DISCENTE: ADILTON DOS SANTOS JÚNIOR

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    1. Você concorda que a nossa geração lê pouco? Essa opinião é sua ou de Ferreira?

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    2. CONSIDERO COMO MINHA, ESSA GERAÇÃO NÃO É INTERLIGADA A LEITURA NA MAIORIA DOS JOVENS,EXISTE MUITAS PUBLICAÇÕES EXCELENTES , PRINCIPALMENTE, NACIONAIS, NO ENTANTO,INFELIZMENTE, SÃO POUCOS OS JOVENS QUE SE INTERESSAM PELA LEITURA E PELO CONHECIMENTO, QUE SÃO INCENTIVADOS PELOS PROFISSIONAIS DE ENSINO E MANEIRA INSIPIENTE. ADILTON DOS SANTOS JÚNIOR

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  11. Deixando bastante claro o que viria a ser desenrolado neste cativante e atualizado texto sobre fontes históricas, Antonio Celso Ferreira ao intitular o terceiro capitulo, do livro O Historiado e suas fonte (2015) , de Literatura: A fonte fecunda, aponta para o quanto fértil é trabalhar essa, e nessa, ligação entre História e Literatura. E para completar todo o amarrar do texto, os vários subtemas separados e apresentados pelo autor, nos faz caminhar por assuntos bases e enriquecedor ao mesmo tempo.
    Fazendo um breve apanhado da história da ciência História ao mesmo tempo dos olhares lançados sobre a literatura num recorte de Aristóteles até os dias atuais, Ferreira demonstra nesse primeiro momento, assim como no decorrer de todo o texto, o quão diversificados foram e ainda são as posições tomadas quando o assunto é Literatura como fonte. E isto obviamente ligado aos momentos, também maleável, que a História foi ou se posicionou.
    Ter a concepção atual de Literatura enquanto fonte é remetesse ao processo de transições e/ou ampliação do que se concebia enquanto fonte; momento em que a história havia se firmado mas ainda precisava e passava por reajustes estruturais. " A ampliação do repertório das fontes históricas e a metamorfose do próprio conceito de fonte inseriram-se no crescente movimento de renovação da historiografia no século XX, ocorridos principalmente na França [...]" (FERREIRA, 2015, p. 63). Entender fonte somente ao plano duro e seco de documento oficiais enquanto principais, se não o únicos e verdadeiro documento/fonte, não abarcava as complexidades de ação do humano em suas experiências, e com essa renovação de concepção o documento passa a ser analisado bem mais enquanto monumento do quê as duras analises anteriores.
    Após fazer esses breves explanações, que não deixam de ser essências, o autor encaminha-se então, e aqui sim pôde-se ser visto e percebido nas definições ou afirmações, o seu principal objetivo que é demonstrar o quanto esse fonte fecunda que é a literatura pode proporcionar a pesquisa histórica um entendimento do humano no espaço e no tempo, nas suas manifestações culturais, nos sistemas organizacionais de sociedade, religiosos, e até mesmo familiares além de outros campos de ação humana como as questões ligadas ao território, grupos étnicos, opções sexuais, posição da mulher e do homem, economia e modo de produção.
    A pergunta que rodeia o imaginário do historiado após ficar perplexado da tamanha gama de objetos de estudos acima apresentado com base no texto de Ferreira seria : como ou por quais métodos posso fazer uma boa pesquisa e com bons resultados utilizando a fonte literária?
    Fugindo de respostas fixas e duras, Ferreira apresentas saídas bastantes particulares ao passo que o andar das coisas se daria de forma produtiva e louvável. Ferreira ainda completa ao apontar que "[...] é imprescindível criar estratégias para estabelecer o diálogo entre o texto e mundo circundante. Isso leva aos modos de interação entre as várias dimensões culturais numa determinada sociedade […], problema que tem sido abordado com muita pertinência pela historiografia contemporânea. (FERREIRA, 2015, p. 63). Em outras palavras, que na verdade também são de Ferreira, o historiador deve usar do bom senso para lidar com os âmbitos das fontes literárias aos quais são mais que mera produções ficcionais quando se podem ser trabalhadas reflexos do cotidiano de determinada sociedade na qual esta inserida e sendo consumida.
    Fechando seu texto Ferreira chama atenção para o que será do futuro do historiador quando no que diz respeito a fonte, já que quase tudo atualmente é registrado de alguma forma e armazenado em algum local. Bem, ele chama o foco para algumas surpresas que vira e mexe pode-se achar meio que perdido ao passo de se surpreender quando acontece. Fontes de cunho bastante valorativo e que de certa maneira refleti com clareza as realidades de determinadas sociedades.

    Disente: Matheus Wictor Moura Silva

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    1. Como posso fazer uma boa pesquisa e com bons resultados utilizando a fonte literária?

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