domingo, 18 de setembro de 2016

Iahweh e o Reino de Israel

ATIVIDADE para o 3º Semestre - História/UNEB (2016.1):

A logo abaixo se encontra disponível o capítulo  do livro Antiguidade Oriental: Política e Religião. O capítulo analisa a influência da religião monoteísta durante o processo de formação do Reino de Israel.

CARDOSO, Ciro Flamarion S. Das Tribos de Iahweh do Reino de Israel. In: ______. Antiguidade Oriental: Política e Religião. São Paulo: Contexto, 1997, p. 60-72.


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14 comentários:

  1. A leitura do capítulo Das tribos de Iahweh do Reino de Israel de Ciro Flamarion Cardoso, possibilita entender a partir da arqueologia e outras fontes, alguns aspectos como a organização política dos povos descritos pela narrativa mítica cristã judaica. Cardoso problematiza as contradições da narrativa assim como as semelhanças do culto monoteísta com as práticas com outras divindades, e o poder da religião na estrutura sociopolítica.

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  2. O presente capítulo irá elucidar sobre as impossibilidades da narrativa judaico cristã serem verídicas, devido a escrita não ter sido fixada nos períodos em que se relata parte desse narrativa. No entanto a arqueologia consegue comprovar a historicidade de alguns costumes que constam no Gênesis. Todavia existe equívocos cronológicos nos períodos apresentados na bíblia referente ao cativeiro no Egito e a saída de lá, ainda aborda a implantação monárquica, menciona a atribuição ingênua da bíblia de características humanos a Iahweh.

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  3. No capítulo - Das Tribos de Iahweh ao Reino de Israel, o autor Ciro Flamarion Cardoso relata a formação deste povo, que tem sua história contada na Bíblia nos capítulo 12 a 50 do Livro de Gênesis, onde consta que este povo teria vindo da Palestina do norte da Mesopotâmia, vagaram como semi-nômades vivendo em tendas, sua economia era baseada na criação de gado menor, raramente eram agricultores, compravam terras apenas para enterrar seus mortos.
    Contudo, o autor questiona a veracidade dos textos bíblicos uma vez que, foram escritos antes do século X ou IX, muitos séculos depois do que pretendem relatar.
    Destaca ainda, que a arqueologia faz algumas comprovações específicas, como em fontes escritas do segundo milênio proveniente de diversos povos do Oriente próximo, que comprovam a historicidade de numerosos costumes que constam no Gênesis, no mais muito do ali descrito não comprovado pela historiografia como a existência dos patriarcas Abraão, Isaac e Jaco, como também a escravização do povo Hebreu.
    O autor relata o que a historiografia apresenta sobre os costumes, organização política, econômica e religiosa, principalmente sobre o Êxodo, a chegada a palestina, a organização em 12 tribos, época dos Juízes e Reis (Davi e Salomão), bem como a construção do Reino de Yahweh em Jerusalém.
    Quanto a religião, o autor aponta que era dotada de um firme sentido de finalidade histórica, garantindo pela crença na providência divina e na aliança com o Deus Nacional.

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  4. O capitulo nos apresenta informações sobre o então surgimento das tribos do Reino de Israel, fazendo um contra ponto sobre aspectos e informações relatados na Bíblia,e com as informações arqueológicas. Mostrando que a Bíblia pode ser usada como fonte primaria de estudo, porém que se deve observar os anacronismos encontrados nela, mas que através da interdisciplinaridade, com ajuda da arqueologia ela se torna uma fonte inesgotável para o estudo de costumes, politica, e religião daquele período. O estudo acerca das narrativas judaico cristã, apresentadas no texto,nos mostra que alguns nomes predominantes no livro de Gêneses, não aparecem posteriormente em nenhum outro tipo de documento, e alguns acontecimentos relatados na mesma como o ''dilúvio universal'' surge desses relatos. Os curtumes apresentados nos relatos bíblicos alguns foram comprovados pela arqueologia, outros acontecimentos como a escravidão israelense pelo Egito é algo que em seu tempo cronológico se contradiz.

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  5. No presente capítulo, o autor Ciro Flamarion Cardoso busca contextualizar os relatos bíblicos a partir do cruzamento com outras fontes. Cardoso inicia sua abordagem a partir da Formação do Povo de Israel, questionando até que ponto as afirmações do velho testamento devem ser consideradas pela historiografia atual na reconstrução do passado daquela sociedade. Ele salienta que as narrativas foram transmitidas entre gerações pela oralidade e que os povos só passaram a registrá-las em forma de escrita a partir do século X. É anacrônico se falar em nação israelense antes da queda da Arca da Aliança, em 1050, no qual foi necessário a unificação para que essas tribos se fortalecessem militarmente e politicamente como um estado.

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  6. Lucas José da Silva Tavares21 de setembro de 2016 13:07

    Ciro Flamarion Cardoso no capítulo “Das Tribos de Iahweh ao Reino de Israel” expõe alguns aspectos do povo citado, como por exemplo, a localidade originaria dos povos antepassados do povo de Israel, a base econômica, e também a organização política e religiosa. O autor também aponta a incerteza dos relatos bíblicos e chega a demonstrar a falha no tempo cronológico de alguns acontecimentos em certos períodos, como nos períodos do “cativeiro do Egito” e “Êxodo”, mas também afirma que a arqueologia fez algumas comprovações especificas.

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  7. Ciro Flamarion Cardoso, aborda em seu texto A formação do povo de Israel, a constituição de uma população em um território marcado por grandes conflitos, uma terra disputada a tempos desde antes de Cristo, por tribos que deslocavam para a região. Cardoso utiliza como fonte principal o livro considerado sagrado para muitos, a Bíblia, aponta dentro dos textos temáticas que nós chama a atenção, pelo fato de haver diferentes versões, ressalta que a Bíblia, são narrativas de uma época do passado, que foram passadas para o papel séculos depois do evento ocorrido, que leva a pensamos que até um determinado período era uma fonte oral, assim como toda fonte pode ter sofrido influência no decorre do tempo, ou seja, a informação pode ter sofrido distorções, não chegando cem por cento de quando foi emitida na passagem de uma geração para outra. Flamarion nós faz refletir sobre os conflitos da região de Israel, pensando o passado e comparando com os embates atuais, de disputa de território com os Palestinos, fazendo pensar que o conforto e muito mais antigo que imaginamos.

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  8. “Das Tribos de Iahweh ao Reino de Israel”, escrito pelo Dr. Ciro Flamarion Cardoso, discorre sobre os primórdios do povo de Israel. Logo de início o autor problematiza a existência de fontes primárias que comprovem que verdadeiramente personagens que na narrativa mítica judaico-cristã nos sãos apresentados como sendo os patriarcas, a formação do povo de Israel conforme descrita no livro de Gêneses do 12 ao 50, além de dificuldades de datação do Êxodo, bem como o período que o povo de Israel ali permaneceu escravizado entre outras questões, a existência de Moisés, a peregrinação no deserto e pôr fim a conquista da chamada terra prometida, todas narrativas que constam no que é conhecido como pentateuco.
    Apesar da falta de fontes de cunho primário, Cardoso recorre a narrativa mítica judaico-cristã para assim nos apresentar um panorama dos principais acontecimentos que transforaram um Clã de seminômades, criadores de gado miúdo e eventualmente agricultores, no “povo de Israel” e mais tarde em um reino organizado. Para tanto mostra a evolução do povo que deixa de ser seminômade e passa agora a sedimentar-se na terra, criando suas tribos, fundando cidades, instituindo lideranças, as quais são chamadas de Juízes, iniciando com Otniel e findando esse ciclo com Samuel.
    Em seguida o povo de Israel passa por uma mudança no seu eixo governamental, haja vista que até então em tese eram uma Teocracia, onde a divindade Iahweh reinava absolutamente sobre o seu povo, foi substituído por um rei humano. O primeiro a reinar é Saul, seguido de Davi que unifica a todo Israel sobre a sua égide, e por fim o período de ouro da monarquia é marcado pelo reinado de Salomão filho de Davi, período este que ocorrerá fortalecimento do Estado, construções suntuosas como do templo, alianças com outros povos. Após a morte de Salomão, Israel sofre uma ruptura entre reino do Norte e do Sul. Que além do enfraquecimento econômico, militar, assistirá a decadência dos dois reinos que sucumbirão ao poderio militar de outras nações.
    Cardoso aponta o Javismo como a religião descrita na narrativa mítica judaico-cristã que por sua vez mostra ser dissonante em relação as religiões dos demais povos anteriormente estudados por ele, em outros capítulos desse livro. Haja vista o caráter revelacional, eletivo e pessoal que a religião judaica manifesta. Além do aspecto transcendente de Iahweh. Que segundo Cardoso: “O Javismo tornou-se, quiça, uma religião de elite, de difícil apreensão para a maioria dos israelitas...” (CARDOSO, 1997, p.68). Ele ainda salienta similaridades desta com outas religiões cananeias, haja vista no seu ritual incluir sacrifícios de animais e certos números de festas, semelhantes dos cananeus.
    Diante do que nos foi apresentado por Cardoso, confesso que senti falta de outros autores que trouxessem mais consistência a fala dele no que diz respeito as dificuldades quanto a existência dos patriarcas, bem como a datação do Êxodo e a própria formação do povo de Israel, se bem que é de comum acordo até mesmo no meio teológico que Israel é uma construção, que vai além do que nos é apresentado pela narrativa mítica judaico-cristã, autores como J.Bright entre outros já seguem essa mesma linha de pensamento. No que diz respeito ao culto em Israel, Karen Amstrong tem estudos sérios sobre o assunto onde demonstra a transição que o povo de Israel sofreu do chamado politeísmo, para o monoteísmo, apontando que o Javismo foi uma construção posterior até mesmo ao período narrado neste capítulo, pois seria uma construção pós-exílica. Vale uma leitura sobre análise crítica do Velho Testamento, bem como o estudo das fontes como: Elohista (E) ,Javita (J), Deuteronomia (D) e a fonte Sacerdotal (P), muito empregado na exegese bíblica, especialmente a exegese histórica-critica. No mais muito interessante a abordagem do texto


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  9. Luana grace Guerrieri Araujo Damm23 de setembro de 2016 11:56

    No capítulo em questão o autor Ciro Flamarion nos apresenta uma abordagem acerca da formação, monarquia, religião e poder do povo de Israel. Utilizando a narrativa judaico-cristã como fonte para desenvolver os seus estudos, nos apresenta como inicio da formação dessa civilização os patriarcas que seriam chefes de extensas famílias. A partir dos relatos no livro do gêneses, esses povos teriam vindo para a palestina do norte da Mesopotâmia, e sua procedência seria da cidade de Ur,na Baixa Mesopotâmia. Viviam como seminômades e sua economia era a base da criação de gado menor: ovelhas e cabras. Eram constituídos de tribos diversas, no total de doze em reconhecido aos seus antepassados.Seus representantes se reuniam em santuários como Gilgal ou Silo para consultar a divindade Iahweh e tinham como simbolo maior da liga dessas tribos a Arca da Aliança.Em época de grandes perigos surgiram lideres chamados juizes (shofet).Sua monarquia se estabeleceu por escolha divina. Por meio de um vidente de prestigio Samuel,que precede a época dos juízes e que não mais possuíam santuário central, é escolhido o primeiro rei de Israel Saul, que por desentender-se com Samuel e com os sacerdotes morre derrotado pelos filisteus.É sucedido por Davi que consegue através de várias guerras leva a extensão do seu reino,ocupando então a maior parte da Palestina. As cidades dos filisteus não fazem parte do território, mas passam a ser subordinadas e começam a pagar tributos assim como o reino de Moabe e boa parte da Síria. O reino de Amon é conquistado e Edon torna-se província. A Fenícia desenvolve um tratado para a troca de tecnologias e comércio entre os Israelitas. E por meio de Davi que Jerusalém é conquistada, passando a ser a capital do reino. Salomão filho de Davi o sucede no reino e também realiza grandes feitos. Não é um grande conquistador mas promove muitas alianças comerciais pelo mar com Ofir, através de rotas de caravanas com a Arábia, o Egito, a Fenícia e Tadmor. Realizou grandes construções como o templo de Iahweh. Após esses períodos de apogeu a decadência do reino de Israel se da após a separação entre o norte e sul, que da origem a dois estados fracos e sem importancia: Judá e Israel que logo seriam conquistados pelos assirios e babilônicos. A religião tinha como base a revelação de Deus aos homens da nação de Israel. Porém essa divindade não tinha forma, e nem podia ser representada. Ela se manifestava na sua própria existência e em seus atos. Era o Javismo. O culto incluía sacrifícios de animais. As decisões politicas eram mantidas mediante a associação da religião. A noção de escolha e aliança norteava a organização social dessa civilização.Eles se consideravam como povo escolhido por Iahweh. Diante dessas constituições o autor faz algumas ressalvas quanto a alguns aspectos referente a trajetória desse povo descritas na narrativa judaico-cristã, a Bíblia. Especialmente quanto ao tempo que supostamente esse povo passou no Egito. Segundo Flamarion a arqueologia demonstra que não foi tanto tempo assim que o povo passou no Egito. Portanto através dessas considerações entendemos que a utilização de outras ciências deve ser compartilhada no exercício da pesquisa histórica.

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  11. Trazendo num primeiro momento a origem do povo de Israel com base na tradição apresentada na Bíblia no livro de Gênesis, Ciro Flamarion Cardoso,no capitulo de seu próprio livro denominado Das Tribos de Iahweh Reino de Israel, busca por objetivo mostrar os primeiros passos dos israelitas e sua alocação no norte da Mesopotâmia sendo que adveio, este grupo, da Baixa Mesopotâmia na velha cidade de Ur. Trilhando sua argumentação nas constantes transformações dos contextos políticos, religiosos e de fé, que por sua vez constituíram e contribuíram de forma geral, os rumos e ações tomadas pelas lideranças de Israel e de outros povos citados por Cardoso.
    Caracterizando o povo de Israel,nesse primeiro momento, como seminômandes(comprado terras para enterro de seus mortos), economia pautada na criação de gado menor como ovelhas e cabras; usavam, os israelitas, burros como meio de transportes de cargas e, não costumavam aglomerar grandes quantidades demográficas.
    Ao levantar um questionamento referente a validade dos relatos bíblicos Cardoso diz "[...] que nenhum dos textos [...] se fixou por escrito antes do século X ou mesmo IX"(CARDOSO, 1997, p. 61) completando ao dizer que os escritos são posterior aos relatos. Ao continuar falar de fontes por Cardoso, observa-se também usa a arqueologia, assim como textos de outros povos localizados no Oriente próximo.
    Ao confrontar trechos bíblicos, Cardoso contesta a cronologia de saída do Egito, onde o povo de Israel estava em regime de escravidão, não é coerente com outros momentos,por exemplo, as grandes construções cheia de símbolos e signos.
    Nas páginas 61 e 62, dissertasse sobre o desenvolvimento do Javismo, onde se fala da origem, transformações, recuos e fundamentalmente os reflexos nos quais a crença nesta religião influenciou na administração e no modo de escolha de lideranças do povo escolhido.
    Por fim, e para fechar este comentário(um pouco extenso), quero ressaltar o último subtítulo: religião e poder, como uma especie de cartada final, onde se observa como a aliança entre o povo de Israel, designado como povo escolhido por Deus, e Iahweh implica em adoção e respeito a novas regras. Dessa maneira, a mobilização militar das tribos e autoridades, pediam tributos. Valendo lembrar que o rei também é servidor de Iahweh.

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  12. Cardoso começa o capitulo explicando a formação do povo de Israel desde sua saida do Egito e utiliza das fontes biblicas para explicar o surgimento da nação, mesmo ele relatando a contradição de alguns dados datados e de localização.
    O autor nos mostra a importancia do Deus Iahweh na formação territorial, politica e religiosa das tribos e das escolhas dos reis, citando Saul, Davi e Salomão e como a "benção" do profeta Samuel em nome de Deus influenciou nos reinados desses reis.

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  13. Le Goff,(1924),em seu capítulo História e memória, traz reflexões a cerca da influência da escola positivista no trabalho do historiador do século XX,ele escreve que todo o historiador que trate de historiografia ou do mister de historiador, recordará que é indispensável o recurso do documento,fala ainda que para esse período não havia notícia histórica sem documento. Contudo essa visão de que as fontes históricas estivesse ligadas apenas a documentos escritos,vai perdendo força o surgimento da Revista dos "Annles d'histoire économique et sociale" (1929), onde trazia temas sobre a necessidade de se ampliar a noção de documentos. O autor, fala que a história se faz com documentos quando esses existem, mas quando esses não existem deve se fazer sem documentos.

    Reinalda Lino de Jesus

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